domingo, 26 de outubro de 2014

A incompatibilidade sexual





A incompatibilidade sexual se reflete na atração sexual mútua, assim como na coincidência das referências sexuais de ambos, ou seja, o comportamento, os jogos ou as situações que excitam os dois. Muitas vezes, chamamos essa compatibilidade de química… olhar, cheirar, sentir, simplesmente perceber que essa pessoa ativa o desejo sexual quase que automaticamente.

Os casais compatíveis sexualmente costumam se entender de maneira bastante espontânea na comunicação verbal. Um sabe do que o outro gosta, qual é o momento de mudar de estímulo para manter um ritmo, acariciar determinadas zonas erógenas e como fazer isso. Se o relacionamento é harmônico e nenhum dos dois apresenta disfunções, o sexo é completamente satisfatório e parte importante da união. Com o tempo, a compatibilidade sexual pode se enriquecer se o casal pesquisa, fala sobre as fantasias e conhece diferentes jogos eróticos.

Em contraposição, falamos de incompatibilidade sexual quando o parceiro não corresponde às expectativas eróticas do outro. Há diferenças marcadas entre a imagem que se tem de uma pessoa sensual em comparação com as características reais do parceiro. Também é comum que os estilos eróticos sejam opostos. Por exemplo, um pessoa gosta de sexo calmo, lento, suave e a outra se sente atraída por um erotismo mais instintivo e visceral. A incompatibilidade sexual é comum em casais que não se aproximaram pela atração sexual, mas por outros fatores como: segurança afetiva, status social, poder econômico, desejo de formar uma família, pressões externas.

Dentro da compatibilidade/ incompatibilidade sexual, também são incluídos os “termostatos sexuais”. Cada pessoa tem um nível próprio de desejo sexual como parâmetro que, ainda que varie de acordo com diferentes fatores, é algo muito pessoal. Quando os dois membros do casal têm um nível de impulso sexual muito diferente, encontram-se diante de um aspecto incompatível, ainda que, utilizando algumas manobras terapêuticas, às vezes seja possível entrar em conciliação e chegar a um ponto satisfatório.

Agora, vamos falar de  soluções. A possibilidade de resolver um problema de incompatibilidade é relativa. Tudo depende do tamanho das diferenças. Se há um ponto de atração mútua e satisfação com alguns jogos eróticos, trata-se de reforçar esses aspectos compartilhados. Depois, é preciso estabelecer acordos em relação às diferenças. Por exemplo, se há discrepâncias quanto às posições sexuais que dão mais prazer ou o ritmo da penetração que estimula mais, cada um deve ter um momento para desfrutar à sua maneira. Não se esqueça que durante o sexo é preciso manter um equilíbrio entre dar prazer e recebê-lo. 

Por Dr. Ezequiel López Peralta

Fonte:
http://discoverymulher.uol.com.br/familia/sexo/a-incompatibilidade-sexual/

Acesse também:
https://www.facebook.com/pages/Vivendo-a-Sexualidade/326634087428663
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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Participação no Programa "Antes da Uma" - Rádio Stereo Vale - 08 de outubro de 2014






Boa  tarde!

Amanhã, dia 08/10 (quarta-feira), estarei na Rádio Stereo Vale, das 11h00 às 13h00, no Programa Antes da Uma.
Sintonize 103,9 ou acesse 
http://stereovale.com.br/player.html
http://stereovale.com.br/

Abraços,

Marcia Eliane

Psicóloga Clínica e Especialista em Sexualidade Humana
https://www.facebook.com/pages/Vivendo-a-Sexualidade/326634087428663

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Participação no Programa "Antes da Uma" - Rádio Stereo Vale - 11 de setembro de 2014

Boa tarde, 

Nesta quinta-feira, dia 11 de setembro, estarei na Rádio Stereo Vale, participando do Programa Antes da Uma, das 11h00 às 12h00. Falaremos sobre Compulsão Sexual.

Sintonize 103,9

Ou acesse:

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http://stereovale.com.br/

Abraços, 

Marcia Eliane
Psicóloga Clínica e Especialista em Sexualidade Humana

sábado, 6 de setembro de 2014

Feliz Dia do Sexo


   


Criado pelo marketing de uma empresa de preservativo para estimular suas vendas, esta data pode ser utilizada para pensar e repensar a vida sexual e sua sexualidade.
   Pensar nas mensagens que recebemos sobre o sexo, sobre sua sexualidade.
   Para os homens, uma imposição, quase uma obrigação de que eles devem querer a todo momento e com todas as mulheres.
   Para as mulheres já é diferente. Devem envolver sexo e amor, devem ser difícil, não podem ter desejo e muito menos expressar, mesmo que seja para eu companheiro.
   Essas mensagens causam sofrimentos, pois impede de ver o sexo da sua maneira mais genuína: prazer.
   Sexo é o maior prazer físico que o ser humano pode sentir, traz benefícios para saúde física e mental. Melhora as cólicas, reduz os riscos de doenças cardíacas, aumenta imunidade, diminui os riscos de infarto, queima calorias, aumenta a imunidade e outros.
   Para alguns o sexo é sofrimento, principalmente para quem apresenta disfunção sexual. Para homens e mulheres, as disfunções interfere no prazer, na relação com o outro e consigo mesmo. Capaz de diminuir a auto estima, de fazer com que homens e mulheres sintam-se menos e incapaz.
   Sexo é troca de saliva, de suor. É toque, carícia, permissão para o prazer.
   É deixar ser explorado pelo corpo de outro em troca de prazer.
   É permitir fantasiar, explorar a imaginação.
   É desfocar e deixar-se levar pelo prazer.
   Sexo não tem receita, cada um tem sua particularidade, sua maneira de sentir e dar-se ao prazer.
   Sexo não é obrigatório e sim mais uma maneira de ser ser feliz, de ter mais prazer e viver!

Quer saber mais sobre o sexo, sua sexualidade:

https://www.facebook.com/pages/Vivendo-a-Sexualidade/326634087428663

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Participação no Programa "Antes da Uma" - Rádio Stereo Vale - 07 de agosto de 2014






Boa noite!

Nesta quinta-feira, dia 07/08, estarei na Rádio Stereo Vale, das 11h00 às 13h00, no Programa Antes da Uma, falando sobre Sexualidade Humana.
Sintonize 103,9 ou acesse 

Abraços,

Marcia Eliane
Psicóloga Clínica e Especialista em Sexualidade Humana

domingo, 27 de julho de 2014

Orgasmo feminino: para que serve? Descubra aqui!


Devem haver poucas questões da sexualidade humana mais rancorosas do que aquelas a respeito do orgasmo feminino. Os cientistas concordam que as mulheres provavelmente começaram a ter orgasmos como um subproduto de os homens os terem, semelhante à forma como os homens têm mamilos porque as mulheres têm.
Como Elisabeth Lloyd, uma filósofa da ciência e bióloga teórica da Universidade de Indiana (EUA), coloca em seu livro de 2005, “The Case of the Female Orgasm: Bias in the Science of Evolution” (“O Caso do Orgasmo Feminino: Um Viés na Ciência da Evolução”, em tradução livre): “As fêmeas têm o tecido [clitórico] erétil e nervoso necessário para o orgasmo em virtude da forte pressão seletiva em curso dos homens pelo sistema de entrega de esperma do orgasmo masculino e ejaculação”.
No entanto, por que as mulheres têm orgasmos ainda é muito debatido.

Para que serve o orgasmo feminino?

Os orgasmos masculinos existem, acredita-se amplamente, para incentivar os homens a espalharem suas sementes. Em valor nominal, seria fácil dizer que as mulheres têm orgasmos pela mesma razão: para incentivá-las a ter relações sexuais e fazer bebês. Entretanto, na prática, em comparação com o orgasmo masculino, o orgasmo feminino é muito difícil de conseguir. Mesmo dentro de cada mulher existem muitas variações e 10% delas não chegaram a alcançá-los, nem ao menos uma vez. E, ao contrário do orgasmo masculino, o orgasmo feminino não é um pré-requisito para a gravidez.
Então, por qual motivo as mulheres têm orgasmos? Existem dois campos que se opõem firmemente nesta questão. O primeiro grupo propõe que ele tem uma função adaptativa em uma das três categorias: ligação do casal, seleção de parceiros e fertilidade melhorada. Vamos analisá-los separadamente.
A teoria da ligação do casal sugere que os orgasmos femininos unem os parceiros, garantindo dois pais para a prole. Por outro lado, a seleção de parceiros propõe que as mulheres usam o orgasmo como uma espécie de prova de fogo para avaliar a “qualidade” dos parceiros. A teoria da fertilidade melhorada, entretanto, propõe que as contrações uterinas durante o orgasmo feminino ajudam a “sugar” o esperma para o útero.
Outro campo, todavia, afirma que o orgasmo feminino é até hoje um subproduto incidental do orgasmo masculino, e não uma adaptação evolutiva. “Não há nenhuma ligação documentada entre as mulheres que têm orgasmos, ou que os têm mais rápido, como tendo mais ou melhor prole”, defende Lloyd.
A dissidência entre os dois campos se aprofundou há cerca de dois anos, com a publicação de um novo estudo de gêmeos na revista “Animal Behavior” que parece descartar a teoria do subproduto do orgasmo feminino. Os pesquisadores Brendan Zietsch, da Universidade de Queensland, na Austrália, e Pekka Santtila, da Universidade Abo Akedemi, na Finlândia, perguntaram a 10 mil gêmeos e gêmeas finlandesas e seus irmãos para informarem sobre a sua “orgasmabilidade” (termo usado no estudo).
Eles procuraram semelhanças na função do orgasmo entre gêmeos femininos e masculinos. Se a teoria do subproduto do orgasmo feminino fosse verdade, dizem eles, essa semelhança deveria existir. Devido às diferenças inerentes ao orgasmo entre as mulheres e os homens, foi solicitado que as mulheres relatassem quantas vezes elas tinham orgasmos durante o sexo e o quão difícil era atingi-los, enquanto os homens foram questionados quanto tempo levavam para atingir o orgasmo durante o ato sexual e quantas vezes eles sentiram que ejacularam muito rapidamente ou muito lentamente.
Zietsch e Santtila descobriram fortes correlações de orgasmabilidade entre gêmeos idênticos do mesmo sexo, e mais fracas, mas ainda significativas, semelhanças entre gêmeos não idênticos do mesmo sexo e seus irmãos. No entanto, eles não encontraram correlação alguma na função do orgasmo entre gêmeos do sexo oposto. “Nós mostramos que, enquanto a função do orgasmo masculino e feminino são influenciadas por genes, não existe uma correlação cruzada de gênero na função do orgasmo – a orgasmabilidade das mulheres não se correlaciona com orgasmabilidade de seu gêmeo”, explica Zietsch. “Como tal, não existe um caminho pelo qual a seleção do orgasmo masculino possa ser transferida para o orgasmo feminino, caso em que a teoria do subproduto não pode funcionar”.
Zietsch diz que ele não tem uma teoria favorita sobre a função evolutiva do orgasmo feminino, mas se forçado a escolher, diria que ele fornece às mulheres uma recompensa extra para se engajar em relações sexuais, aumentando assim a frequência destas relações e, por sua vez, a fertilidade. (Ainda não existe prova alguma, porém, como Lloyd aponta.) Zietsch continua: “Eu mostrei em outro artigo, no entanto, que há apenas uma associação muito fraca entre a taxa de orgasmo das mulheres e sua libido, então a pressão da seleção sobre o orgasmo feminino é provavelmente fraca – isso pode explicar por que muitas mulheres raramente ou nunca têm orgasmos durante o sexo”.
Lloyd e outros proponentes da teoria do subproduto concordam que a pressão de seleção fraca poderiam estar atuando sobre o orgasmo feminino, contudo não acham que seria o suficiente para mantê-lo ao longo das eras da evolução humana. Pelo contrário, se o orgasmo feminino confere quaisquer benefícios reprodutivos para a raça humana, seria por um acaso feliz. Sem surpresa, Lloyd enxerga vários problemas no estudo dos dois pesquisadores. “Comparar diferentes traços do orgasmo em mulheres e homens é querer forçar uma relação entre duas coisas fundamentalmente diferentes”, afirma ela.
Kim Wallen, um neuroendocrinologista comportamental da Universidade Emory e colaborador frequente de Lloyd, explica a questão desta forma: “Imagine que eu queria comparar altura em homens e mulheres. Nas mulheres, eu usei uma medida a partir do topo da cabeça até a sola do pé. Nos homens, usei a rapidez com que eles conseguem ficar de pé. Será que eu ficaria surpreso que cada medida foi correlacionada em gêmeos idênticos dentro de sexos, mas não correlacionada em gêmeos de sexos diferentes? Tal resultado seria o que foi previsto e nem um pouco surpreendente. Zietsch e Santtila fizeram o equivalente a esta experiência usando o orgasmo em vez da altura”.
Wallen também aponta que estudos anteriores mostraram que os traços sob forte pressão seletiva mostram pouca variabilidade, enquanto que aqueles sob pressão fraca tendem a mostrar maior variabilidade. “Pênis e o tamanho da vagina – ambos necessários para a reprodução – mostram pouca variabilidade, sugerindo que eles estão sob forte pressão seletiva”, acrescenta Lloyd. “Enquanto o comprimento do clitóris é altamente variável”. Wallen afirma que Zietsch e Santtila “optaram por comparar maçãs com laranjas, porque a evidência é muito forte que os orgasmos femininos e masculinos estão sob diferentes graus de pressão seletiva, exatamente o argumento que eles estavam tentando refutar”.
Para seu crédito, Zietsch e Santilla reconheceram as limitações do seu estudo, tanto no artigo, como em entrevista. Obviamente, ainda há muito trabalho pela frente. “Descobrir a função do orgasmo feminino, se houver, provavelmente vai exigir amostras geneticamente informativas muito grandes, dados de fertilidade, e informações detalhadas sobre o comportamento sexual, taxa de orgasmo, e as condições e os parceiros envolvidos”, defende-se Zietsch. “Eu tenho planos, mas o debate provavelmente não será resolvido nos próximos anos”.
Você pode estar se perguntando o que nós sabemos, de fato, sobre o orgasmo feminino. Bem, estamos mais perto de saber por que eles são tão poucos e distantes entre si durante o sexo. Em um artigo publicado online em janeiro de 2011 no portal da revista “Hormones and Behavior”, Lloyd e Wallen descobriram que quanto mais longe o clitóris é da abertura urinária, menos provável é que a mulher vá conseguir atingir o orgasmo regularmente com a relação sexual. Se o elo se mantiver em experimentos futuros, diz Lloyd, estabeleceria que a capacidade de uma mulher de ter um orgasmo durante o sexo repousa sobre uma característica anatômica que provavelmente varia de acordo com a exposição aos hormônios sexuais masculinos no útero. “Tal característica poderia estar sob seleção”, complementa a estudiosa. “Porém, isso teria que ser investigado. Até agora, nenhuma força seletiva parece surgir”. 
Fonte:
http://hypescience.com/para-que-serve-o-orgasmo-feminino/

terça-feira, 24 de junho de 2014

Corpo, Saúde e Sexualidade

Vivemos hoje um grande momento na história da humanidade, em que a informação e o conhecimento são possíveis a todos. Nesse instante, temos a capacidade de aprender e desenvolver várias habilidades, descobrir novas formas de autoconhecimento e autodesenvolvimento. Podemos aprender a aprender pelo prazer, mudando uma configuração ultrapassada de que o autoconhecimento e a evolução só se fazem na dor e de que o outro é responsável pelo que sentimos e pensamos.

Todos nós falamos, em algumas ocasiões, sobre sexualidade. E, na maioria das vezes, o senso comum confunde sexo com sexualidade. Sexo é uma prática eminentemente genital, enquanto sexualidade é uma postura de vida. Sexo está ligado à reprodução, aos órgãos genitais, enquanto sexualidade está ligada ao prazer, à excitação. E é nesse conjunto de sensações e de vivências, que vamos experimentando, criando e produzindo o objeto do nosso interesse.

Sexualidade é entender o prazer como direito e necessidade, como exercício ao merecimento e à abundância de tudo o que projetamos e desejamos com presença. Ela é a energia que extrapola a experiência do prazer físico e atua de forma direta na qualidade da saúde e longevidade e, com isso, permite melhor funcionalidade corporal, vitalidade, alegria, vida.

Corpo, saúde e sexualidade trazem uma proposta mais ampla no contexto da consciência corporal. Vemos o ser humano num contexto universal, como parte de um holograma, de uma grande teia de vida, onde ele se interage e representa o macrocosmo no microcosmo. Somos um microcosmo que contém o macrocosmo. O corpo, expressão palpável e máxima do indivíduo, torna-se, assim, canal de materialização de processos evolutivos.

A consciência corporal usa as manifestações do corpo — os sintomas — como expressão daquilo que é predominante no indivíduo naquele momento, enquanto busca de resolução. Nesse sentido, podemos olhar, escutar, tocar as doenças, gerando a possibilidade de aprender, de relembrar o caminho da saúde, aqui vista como incorporação do direito ao merecimento e à abundância.

Não sabemos ainda viver sem adoecer, porque até agora não entendemos nosso direito ao prazer, à abundância, mas temos a possibilidade, a habilidade e o potencial de usar conhecimentos internos até então esquecidos do nosso “ser”, para gerar saúde, consciência. Podemos reorganizar, reavaliar, descobrir novos valores, sentidos e significados do que significa prazer. Evoluir pelo prazer, pela saúde física e emocional é uma possibilidade verdadeira.

Conversar sobre sexualidade, sobre prazer, sobre práticas e posturas que nos auxiliem e promovam uma nova visão sobre o corpo e sobre o prazer permite-nos reorganizar conceitos, dogmas e crenças a respeito do que traduzimos como prazer. Podemos conversar, aprender, experimentar, dentro de nossa capacidade e respeito, para evoluir nossa consciência global e específica sobre nosso corpo, sobre como conhecer e reorganizar, se for o caso, os fluxos de prazer.

Quando entendemos que a energia, o fluxo do prazer, vibra dentro de cada um de nós 365 dias por ano, 24 horas por dia, podemos acreditar que a evolução, o aprendizado e a vida podem ser vividos com prazer.

Conversar, aprender e ampliar nossas qualidades individuais, coletivas e universais, recuperando linguagens e informações, conhecendo mais sobre nós mesmos, para que se abram todas as janelas para a percepção é a meta, é a necessidade de todos nós.

Para fazer isso, precisamos conhecer nosso corpo, tomar posse do nosso corpo. Cada parte dele tem funções mecânicas, fisiológicas e emocionais, permeáveis à função de criação de movimentos, consciência ampliada e propriocepção.

Usamos o tempo todo o referencial anatômico e fisiológico para sustentar o pensamento dentro das funções emocionais e sensoriais. Entretanto, o que na verdade experimentamos já responde a movimentos mais sutis.

O corpo vai escrevendo, de forma detalhada, cada uma das nossas experiências e descreve como lidamos e reagimos a cada uma dessas experiências. A nossa história é contada por ele em todos seus sintomas. Lidar com o corpo nessa tradução gera informações sobre nosso psiquismo, porque todo nosso psiquismo está materializado em nosso corpo. Quando entendemos, não se faz necessário aquele sintoma, ele se desinstala, pois cada sintoma tem uma proposta.

A sexualidade tem, assim, o propósito de extrapolar o conceito de genitalidade a partir do desenvolvimento de um estudo e de posturas, exercícios, estímulos aos corpos erótico e físico, entendendo que a proposta é fazer mais vivos e mais presentes os níveis de consciência que atuam de forma direta na qualidade de saúde do nosso corpo, na quantidade e qualidade de vida saudável que nosso corpo vive.

Cada uma das posturas que envolvem nosso processo de sexualidade abrange diretamente as funções sensoriais e psíquicas daquelas partes do corpo físico. Para que possamos viver nossa sexualidade de uma maneira inteira, saudável e presente, é importante, primeiramente,  nos darmos o direito ao nosso prazer. Que conheçamos o prazer em si, para que possamos promover o prazer para si. E à medida que vamos conquistando isso, à medida que vamos resgatando, fortalecendo e potencializando esse direito e essa liberdade, vamos desenvolvendo uma maior acuidade com a nossa habilidade de gerar prazer na troca sexual, na troca genital, no convívio, na troca com o ambiente, com os seres, na troca consigo mesmo.

Fonte:
http://corporalmente.com/?p=78

Quer saber mais sobre a sexualidade, sobre sua sexualidade, acesse:
https://www.facebook.com/pages/Vivendo-a-Sexualidade/326634087428663
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.590164381075631.1073741828.326634087428663&type=3
https://www.facebook.com/pages/Sexualidadenaadolescencia/6055%2019846145434