sexta-feira, 15 de maio de 2015

Liberdade, sexualidade, visibilidade



Mulheres comuns estão tirando as roupas e exibindo sua nudez. Algumas participam de ensaios de fotos sensuais feitas em estúdio para presentear maridos ou namorados; outras estampam calendários, vendidos para angariar fundos para alguma causa social. Sem motivos aparentes, mães de família de classe média americana, por exemplo, responderam ao apelo de um site para serem fotografadas nuas em alguma atividade banal, como jogar cartas. Suas fotos podem ser vistas por quem quiser visitar o tal endereço na internet. Teria o mundo se transformado em uma grande vitrine e somente quem conseguir certa visibilidade (seja lá qual for o preço) pode fazer parte dele? A liberdade sexual alcançada nas últimas décadas pelas mulheres as estaria incentivando a “assumir” sua sensualidade sem constrangimentos? Seria mais fácil hoje viver a fantasia feminina (antes inadmissível) de ser parte do imaginário erótico masculino? Por que, diante de tanta liberdade para escolhermos estilos de vida sexual e modos inusitados de gerenciar nosso corpo, a exibição deste nos parece tão sedutora? 

Refletir sobre esta associação entre liberdade, sexualidade e visibilidade requer uma pequena – e não tão simples – revisão do percurso da cultura, este complexo patrimônio simbólico produzido por nós mesmos, sem deixar de lado o fato de as mudanças de alguns valores, que antes demoravam mais de uma geração para se constituir, hoje nos atropelarem com novas e inusitadas questões. Dentre elas, as desconstruções radicais de antigas crenças e modos de existência, que aparecem tanto na maneira de viver a sexualidade (independentemente do gênero), incluindo aí os contornos e limites do corpo erótico (principalmente para as mulheres), quanto a “midiatização” do cotidiano. Vale lembrar que a publicidade se apropriou de imagens eróticas femininas para agregar valor às mercadorias. 

Freud foi um dos teóricos mais sensíveis ao papel que a sexualidade humana teria na produção de cultura e, percebendo seu caráter disruptivo, apontou a importância de sua regulação para um gerenciamento da convivência. Para cada época existem comportamentos que são incentivados e aprovados e outros que costumam ser desestimulados e condenados. O apetite sexual das mulheres já foi encarado como uma alquimia de feiticeiras e bruxas prontas a exercer as tentações que culminariam com a perdição da alma humana, mas estão longe de nós os dias em que a sexualidade humana – e o ato sexual, propriamente dito – era tabu. Hoje, esses assuntos fazem parte de uma ciência que se preocupa em nos informar sobre como bem viver.
Mas é justamente por falhar repetidas vezes em conformar as normas e restrições da cultura que a regulam que a sexualidade humana se manteve durante grande parte da história como um tema pouco veiculado. Isto foi particularmente mais verdadeiro em relação à sexualidade feminina, abafada sob diferentes justificativas, fosse pela ideologia judaico-cristã que nos guiou durante séculos exaltando um modelo de mulher assexuada, fosse porque coube aos homens, durante longo período, gerenciar a distribuição de prazer (e de poder) da cultura, tomando para si a parte majoritária. Com isso, as mulheres viveram muito tempo entre dois modelos: o da santa (todas as “mães puras”) e o da prostituta (as mulheres que exalassem sensualidade). Ambos gravitam em torno de uma lógica masculina de compreensão do feminino, fantasia que ainda prende pessoas de ambos os sexos, com aval da cisão promovida pela tradição cristã que tanto dividiu de um lado o amor sexual e de outro o sentimento casto, quanto tentou dar um destino à interdição do corpo materno, santificando-o. 

O recato (cobrir as partes do corpo que pudessem lembrar qualquer sinal de êxtase) foi por muito tempo uma norma, um imperativo que visava acalmar as pulsões eróticas das mulheres, assim como os temores masculinos de uma sexualidade feminina ilimitada. Paradoxalmente este recato como regra abriu a possibilidade para que cada parte do corpo feminino pudesse se transformar em fetiche para os olhos desejosos dos homens (vide o longevo sucesso das revistas com poses sensuais ou com nudez parcial, voltadas para o consumo principalmente masculino). Hoje não só a mulher foi sensualizada e está eroticamente emancipada, como a corporeidade de ambos os sexos ganhou vulto nunca antes alcançado em termos de visibilidade e espaço na vida social. Mas se é verdade que certo “excesso do erótico” pode funcionar como forma de se opor ao longo período de censura e repressão à sexualidade feminina, também é verdade que a mídia contemporânea incentiva a cultura atual à exaltação do corpo. Esta passagem do recato à visibilidade não é gratuita. 

Vivemos em sociedades cada vez mais complexas em que o excesso de imagens exige-nos a tarefa permanente de traduzir e discernir este “a mais”. Há uma articulação constante entre a prevalência de imagens, a circulação de informações e estímulos velozes e simultâneos e a produção e consumo de narrativas. Sabemos que a imagem nos constitui e dela nos apossamos em um constante movimento de subjetivação para nos apresentarmos, nos comunicarmos, nos seduzirmos e sermos seduzidos. Se hoje dependemos muito mais do olhar de reconhecimento dos outros sobre nós para afirmar e reafirmar nossa existência e nosso valor, a mídia se alimenta do interesse e acena o tempo todo com a possibilidade de alguns minutos de fama. Ficamos diante desta tênue fronteira que a lógica do consumo e do espetáculo impõe à ética e que descortina ao menos dois fatos da atualidade. Primeiro: cabe à cultura conciliar uma civilização mais erótica e ao mesmo tempo mais livre e mais justa sem que isso se confunda com fundamentos moralistas de comportamento sexual. Segundo: cabe a cada um o gerenciamento da exposição de sua imagem, incluída aí a difícil administração dos apelos sedutores aos minutos de fama, cada vez mais acessíveis, que muitas vezes alimentam nossa sede de amor. Difícil tarefa.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/liberdade_e_sexualidade__visibilidade.html

Para saber mais sobre sua sexualidade, acesse:
https://www.facebook.com/pages/Vivendo-a-Sexualidade/326634087428663

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Contato

Bom dia!

Venho comunicar a mudança do telefone do meu consultório:
(12) 3014-48-03
marcia_psic@yahoo.com.br

Abraços, 

Marcia Eliane
Psicóloga Clínica e Especialistas em Sexualidade Humana
https://www.facebook.com/pages/Vivendo-a-Sexualidade/326634087428663

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Sobre o Machismo e a Sexualidade Feminina



Há muito se fala sobre liberação sexual, feminismo e direitos das mulheres. Ao mesmo tempo, construindo-se em outra via, se fala também sobre o machismo e sobre as consequências de uma sociedade machista para seus membros. Mas o que seria a sexualidade da mulher? O que se chama de machismo? Por fim, qual seria a ligação entre as concepções machistas que permeiam até hoje em nossa sociedade e a vivência plena da sexualidade da mulher?

Desde os primórdios da psicanálise, Freud construiu uma noção de sexualidade que vai muito além do ato sexual. Quando se pensa na concepção de sexualidade na teoria psicanalítica, não se pode pensar apenas em relações sexuais e de que forma elas acontecem. Na verdade, segundo essa concepção, o sexual seria a base de todos os nossos investimentos afetivos, mesmo que muitas vezes apareça atuando de forma quase imperceptível. A sexualidade da mulher, por exemplo, abrange desde seu desenvolvimento – que é psicossexual – até as escolhas  que fazemos na vida adulta. A sexualidade infantil, por exemplo, é um fato.

Já o machismo consagrou-se pela máxima de que homens, simplesmente por serem homens, tem certos privilégios que podem ser observados, principalmente, em suas participações na social. Por muito tempo, acreditou-se que o homem deveria ganhar mais do que a mulher, que ele teria direitos a mais por ser homem e que a submissão da mulher perante o homem era algo quase que “natural”. É como se “naturalmente” as mulheres devessem estar à disposição do homem, já que esse seria um dos papéis que fazem parte de sua essência.

Quando a gente lê esse tipo de coisa sobre o machismo, a gente tende a achar que isso é coisa do passado, que isso não existe mais. Hoje homem chora, ajuda na cozinha, ganha o mesmo ou até menos que muitas mulheres. Bom, isso é verdade, mas não é bem essa a questão. A questão é que a sexualidade da mulher ou a expressão dessa sexualidade faz com que possamos perceber o quanto ainda estamos presos à concepções machistas e pior: o quanto que ainda alimentamos o machismo em nosso cotidiano, em nossas relações. Talvez seja difícil de entendermos isso no primeiro momento, mas alguns exemplos de frases e de situações que são ditas e que ocorrem diariamente podem nos ajudar:

1 – “Homem solteiro pode ficar com quem e com quantas ele quiser. Já a mulher deve se preservar , pois se fizer o mesmo que o homem, ganhará fama” – eu desafio qualquer pessoa a me apresentar uma justificativa aceitável, que não seja o simples fato de uma pessoa ser homem e a outra ser mulher, para essa frase. Ahh, então eu estou dizendo aqui que as mulheres que ficam com outros caras depois do fim de um relacionamento não ganham fama, que isso é uma mentira? Pelo contrário, ganham fama sim. E por muitos motivos: porque somos hipócritas, porque aprendemos desde cedo que mulher pode fazer apenas tal coisas e homem outras coisas e por aí vai. Tá tudo errado. Mas nada justifica, de forma racional e clara, uma fama de garanhão para o homem nessa situação e outra fama de vagabunda para a mulher na MESMA situação. E outra: o que é mesmo uma VAGABUNDA? Por que elas fascinam tanto as fantasias das mulheres que as apontam?

2- “Mulheres não podem usar roupas muito curtas ou coladas, pois esse tipo de roupa provoca os homens” – Gente, tadinho dos homens! Sinto pena até! Não podem estar na presença de uma mulher de roupa curta porque já se sentem provocados por elas! Muitas vezes poderia passar pela cabeça deles que elas estão com essa roupa porque elas querem, porque se sentem bem com elas, porque até querem provocar alguém, mas não todo mundo, etc; E mais: a roupa curta de uma mulher não pode servir como justificativa para o ato de uma outra pessoa. Mas quem nunca escutou “ah, eu fiquei com ela mesmo, ela tava de roupa curta, me provocando, aí eu sou homem, né? Como é que eu ia deixar passar?” Sério, homem (das cavernas)? Então defina pra mim o que você entende por “provocação”.

3 – “Aquela fulana foi estuprada porque ela mesma provocou” – Ninguém é estuprado porque quer, se fosse por desejo de ambas as partes, já não se configuraria como estupro! E outra, mais uma vez: o que estamos chamando de “provocação”? Um vestido curto? Ok, então meu vestido curto é um convite para que você me estupre. Sério, essa é a lógica? Continuo sem entender.

4 – “Homem que cozinha e que cuida dos filhos com muito afeto é gay” – É gente? Gay? Ok, então vamos lá: um heterossexual é aquele que trabalha, ganha dinheiro, não é afetuoso, é sério, não ri muito e também não chora, pois não pode mostrar suas fraquezas. É isso? Olha, essa concepção é bem equivocada, mas diante de outras, é o mínimo que se pode esperar. Tem gente que acha que gay é aquele que “toma vinho sozinho” (?!). Então.

5 – “Mulheres que trabalham fora esqueceram de seus filhos e esses filhos não são bem criados” – Essa é uma concepção comum entre as próprias mulheres, diga-se de passagem. Muitas delas acreditam também que mãe mesmo é aquela que teve seu filho de parto normal, pois cesariana te priva da experiência da dor. Outra coisa comum é as mulheres acharem que, uma vez mães, não são mais mulheres, são mães. E pronto. Toda a sexualidade por água abaixo. Sobre ser “bem criado” ou não, essa é uma outra concepção a se pensar: o que significa ser “bem criado”? É estudar, trabalhar, não falar palavrão, não usar drogas, é isso? E se a mesma pessoa estudar muito, mas mentir pros pais e dizer que estava em um lugar x quando estava em um lugar y, ela é bem criada? Ou se estudar, ser gentil, mas um dia fugir da escola para beber e ir pra praia com os amigos, ela é o que? E se for do seu filho que falaram, ele é o que?

6 – “Mulheres devem aceitar que trair faz parte da natureza do homem” – Pois é, a NATUREZA…maldita hora que resolveram colocar a biologia dentro das concepções de gênero masculino e feminino. Desde que fizeram isso, ficou permitido se pensar em um homem que NATURALMENTE  faz e pode fazer x coisas e em uma mulher que NATURALMENTE tem x e y características. A verdade é que quem nomeia o que seria natural de cada gênero é a própria sociedade, já dizia Judith Butler. Bem aí, já há uma contradição: uma noção construída pela sociedade, por nós, dentro de um certo contexto histórico, não pode ser, ao mesmo tempo, algo tão NATURAL  assim. Se você quer acreditar que é da essência do homem trair, ok, isso é uma escolha sua. Mas não diga que isso é NATURAL, que é um direito dele, que Deus criou o homem assim, porque olha, não é bem isso aí não.

7 – “Trair não é da natureza da mulher” – Sério? Hahahahahahahah

8 – “Mulheres casadas PRECISAM engravidar para se sentirem completas” – O velho mito que ronda a maternidade. Ela seria algo tão maravilhoso que Freud escreveu que as mulheres só superam sua inveja de ter um pênis pelo desejo de terem um filho. Pode ser. Para algumas mulheres, sim. A dificuldade (das próprias mulheres, muitas vezes) é ACEITAR que existem no planeta Terra algumas outras mulheres que tem outras prioridades. Que são heterossexuais, que amam seus maridos, mas que não querem ter filhos, simplesmente porque, nelas, não há esse desejo. Pode ser que ele venha, pode ser que não. Mas isso só quem sabe é cada uma delas. Mas o que se vê é uma outra história: mulher tendo filho porque a sociedade está lhe cobrando, porque o marido ( e somente ele) quer, porque ela já é casada, então ela tem que ter um filho porque todo mundo tem que ter um filho, mulher abrindo mão de outros sonhos e de outros desejos seus, mais importantes naquele momento, para terem um filho, pois a família dela acha ter um filho mais importante do que os desejos dela mesma. E por aí vai. Ser mulher passa por inúmeras questões que não podem ser resumidas apenas na maternidade.

Todas essas premissas acima dizem respeito a uma diferença de gênero. Só isso. Uma pessoa pode ou não pode fazer alguma coisa simplesmente porque é do gênero X ou Y. Essas concepções fazem parte de nossa realidade atual. Acaba que, no fim das contas, de uma maneira ou de outra, somos julgados por termos um desses dois gêneros. Um alerta: a concepção dual de gênero vem caindo cada vez mais. Muitas das características que eram atribuídas somente para descrever uma mulher agora são de domínio do outro gênero. Explico: um homem heterossexual, que é casado com uma mulher, mas que gosta de vestir peças do vestuário feminino é de que gênero? Outra: um homem heterossexual, que é casado com uma mulher, mas que faz uma cirurgia para feminilizar seu corpo, pois assim se sente melhor, é de qual gênero?

Se colocarmos um pouco a cabeça pra funcionar, veremos que concepções baseadas apenas no argumento dualidade de gênero não podem mais se sustentar. Se você realmente acha que mulheres devem trabalhar menos que homens, que devem ser submissas a eles e que devem ter menos direitos que eles, assuma que isso faz parte do seu desejo, da sua fantasia, e viva isso! Mas não venha me dizer que isso é o “natural”, pois está na “essência” de cada gênero.

Por: Giovana Vieth

Fonte: http://www.blogsoestado.com/diva/2013/05/14/sobre-machismo-e-sexualidade-feminina/

domingo, 26 de outubro de 2014

A incompatibilidade sexual





A incompatibilidade sexual se reflete na atração sexual mútua, assim como na coincidência das referências sexuais de ambos, ou seja, o comportamento, os jogos ou as situações que excitam os dois. Muitas vezes, chamamos essa compatibilidade de química… olhar, cheirar, sentir, simplesmente perceber que essa pessoa ativa o desejo sexual quase que automaticamente.

Os casais compatíveis sexualmente costumam se entender de maneira bastante espontânea na comunicação verbal. Um sabe do que o outro gosta, qual é o momento de mudar de estímulo para manter um ritmo, acariciar determinadas zonas erógenas e como fazer isso. Se o relacionamento é harmônico e nenhum dos dois apresenta disfunções, o sexo é completamente satisfatório e parte importante da união. Com o tempo, a compatibilidade sexual pode se enriquecer se o casal pesquisa, fala sobre as fantasias e conhece diferentes jogos eróticos.

Em contraposição, falamos de incompatibilidade sexual quando o parceiro não corresponde às expectativas eróticas do outro. Há diferenças marcadas entre a imagem que se tem de uma pessoa sensual em comparação com as características reais do parceiro. Também é comum que os estilos eróticos sejam opostos. Por exemplo, um pessoa gosta de sexo calmo, lento, suave e a outra se sente atraída por um erotismo mais instintivo e visceral. A incompatibilidade sexual é comum em casais que não se aproximaram pela atração sexual, mas por outros fatores como: segurança afetiva, status social, poder econômico, desejo de formar uma família, pressões externas.

Dentro da compatibilidade/ incompatibilidade sexual, também são incluídos os “termostatos sexuais”. Cada pessoa tem um nível próprio de desejo sexual como parâmetro que, ainda que varie de acordo com diferentes fatores, é algo muito pessoal. Quando os dois membros do casal têm um nível de impulso sexual muito diferente, encontram-se diante de um aspecto incompatível, ainda que, utilizando algumas manobras terapêuticas, às vezes seja possível entrar em conciliação e chegar a um ponto satisfatório.

Agora, vamos falar de  soluções. A possibilidade de resolver um problema de incompatibilidade é relativa. Tudo depende do tamanho das diferenças. Se há um ponto de atração mútua e satisfação com alguns jogos eróticos, trata-se de reforçar esses aspectos compartilhados. Depois, é preciso estabelecer acordos em relação às diferenças. Por exemplo, se há discrepâncias quanto às posições sexuais que dão mais prazer ou o ritmo da penetração que estimula mais, cada um deve ter um momento para desfrutar à sua maneira. Não se esqueça que durante o sexo é preciso manter um equilíbrio entre dar prazer e recebê-lo. 

Por Dr. Ezequiel López Peralta

Fonte:
http://discoverymulher.uol.com.br/familia/sexo/a-incompatibilidade-sexual/

Acesse também:
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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Participação no Programa "Antes da Uma" - Rádio Stereo Vale - 08 de outubro de 2014






Boa  tarde!

Amanhã, dia 08/10 (quarta-feira), estarei na Rádio Stereo Vale, das 11h00 às 13h00, no Programa Antes da Uma.
Sintonize 103,9 ou acesse 
http://stereovale.com.br/player.html
http://stereovale.com.br/

Abraços,

Marcia Eliane

Psicóloga Clínica e Especialista em Sexualidade Humana
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