segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A mulher e sua posição na sociedade - Da antiguidade aos dias atuais.



Quando se procura entender o papel da mulher na sociedade, há de se voltar o olhar para os primórdios da existência de nossa sociedade, dando ênfase à formação do sujeito, seus grupos e classes sociais. 
Desde a colonização do Brasil, o papel da mulher brasileira perpassa por funções às vezes exóticas, ora degradantes e até desumanas. Elas foram admiradas, temidas como representantes de Satã e foram reduzidas a objetos de domínio e submissão por receberem um conceito de “não-função”, tendo sua real influência na evolução do ser humano, marginalizada e até aniquilada.  
Para uma visão das primeiras mulheres brasileiras, se pode usar o olhar que consta da obra organizada por Del Priore (2001), iniciada com “relatos de viajantes que observaram a cultura indígena no Brasil colonial” (p. 11). 
Naquela época, os costumes heterodoxos eram vistos como indícios de barbarismo e da presença do Diabo. Do nascimento à velhice, as mulheres Tupinambás recebiam tratamentos e tarefas enredadas à selvageria e com marcas de barbarismo. Esta pode ser uma visão estrangeira das mulheres Tupinambás, mas para aquele povo, tudo era feito seguindo as determinações de sua concepção da natureza humana. 
Talvez, ainda hoje, o inconsciente das mulheres brasileiras esteja atrelado às idéias passadas por gerações. O desregramento, pecado e danação originados da fragilidade moral do sexo feminino tiveram enorme utilidade ao “poder” social masculino, e ao “bem estar” feminino. 
No texto de Emanuel Araújo (citado por Del Priore, 2001), no Brasil colonial, “abafar” a sexualidade feminina seria o objetivo de Leis do Estado, da Igreja, e o desejo dos pais, visto que “ao arrebentar as amarras (...) a sexualidade feminina (...) ameaçava o equilíbrio doméstico, a segurança social e a própria ordem das instituições civis e eclesiásticas”.(p.46). 
Era função da Igreja “castrar” a sexualidade feminina, usando como contraponto a ideia do homem superior a qual cabia o exercício da autoridade. Todas as mulheres carregavam o peso do pecado original e, desta forma, deveriam ser vigiadas de perto e por toda a vida. Tal pensamento, crença e “medo” acompanhou e, talvez ainda acompanhe, a evolução e o desenvolvimento feminino. 
Até o século XVII, só se reconhecia um modelo de sexo, o masculino. A mulher era concebida como um homem invertido e inferior, desta forma, entendida como um sujeito menos desenvolvido na escala da perfeição metafísica. No século XIX a mulher passa de homem invertido ao inverso do homem, ou sua forma complementar. 
Mesmo no Brasil recente, existiam diferenças entre homem e mulher, relacionando sua submissão a sua estrutura física e biológica. Se a diferença entre gêneros era voltada para a relação anatômico-fisiológica, o sexo político-ideológico vai comandar a oposição e a descontinuidade sexual do corpo, dando arcabouço, justificativa e até impondo diferenças morais aos comportamentos masculinos e femininos, estando em acordo com a exigência de uma sociedade burguesa, capitalista, colonial, individualista e imperialista existente , também, nos países europeus.  
Segundo Cutileiro, 1971; Peristiany, 1965; Pitt-Rivers, 1954; Schneider, 1971 (citado em Pereiro, 2004/2005) o modelo cultural básico da antropologia do mediterrâneo definiu o binômio categorial “honra / vergonha”, de acordo com o qual, o homem mediterrâneo tinha que conservar a honra, entendida como estima, respeito e prestígio. 
Este código moral afirma no homem valores como a defesa da posse de bens, a lealdade, a proteção da família, a garantia de reputação social e profissional. Nele a mulher devia gerir a casa, tê-la limpa, cuidar do esposo e dos filhos, ser recatada, ir à missa e ser decente. A sexualidade e a fertilidade femininas eram vistas como uma ameaça à honra e um perigo, requerendo o controle do homem. A vergonha era interpretada como um código moral que sancionava a virgindade e a castidade. Se a mulher se tornasse cúmplice da vergonha, o homem estava obrigado a retaliar esse comportamento com o objetivo de recuperar a 
honra. 
No século XIX, a sociedade burguesa inicia a discussão sobre os gêneros. O sexo definiu as diferenças entre macho e fêmea, já o conceito de gênero refere-se à construção cultural das características masculinas e femininas, fazendo-nos homens e mulheres. “O gênero é a definição cultural da conduta entendida como apropriada aos sexos numa sociedade dada e numa época especifica. (...) É um disfarce, uma máscara, uma camisa de força na qual homens e mulheres dançam a sua desigual dança”.(Lerner, 1990, p. 339 
citado por Pereiro, 2004/2005). 
Um papel feminino estabelecido culturalmente, até a atualidade , é o da mulher como esposa. O aperfeiçoamento dos instrumentos de trabalho fabricados e manejados por homens, deu ao marido um motivo de acúmulo de bens. Isto levou à inversão da estrutura familiar, passando a mulher para o clã do marido. Da antiguidade à idade média, os casamentos eram combinados sem o consentimento da mulher e, a união, não consagrava o amor e sim um contrato entre o pai da noiva e a família do pretendente. 
Com o objetivo de aumentar as riquezas da família, os grupos recorrem à regra da exogamia, que interdita o casamento com um membro da família. Surge então a proibição do incesto, obrigando a formação de alianças não só através da troca de bens, como também de mulheres. A fecundidade era indispensável ao casamento, sendo a esterilidade levada ao repúdio e o adultério implicava no abandono ou até a morte da mulher. 
Por volta do século XVIII, o amor romântico se torna o ideal de casamento, o erotismo expulsa a reserva tradicional e coloca à prova a duração do casamento. Como o amor-paixão em geral não dura, o amor conjugal ligado a ele também não. A procriação deixa de ser a finalidade principal do casamento, e os propósitos econômicos e psicológicos do casal passam a ser os objetivos centrais. A ideologia do amor romântico é usada para justificar a ausência de filhos. Como o casamento acontece por escolha e decisão dos cônjuges, a relação conjugal passa a ser mais importante. 
A revolução sexual e a emancipação feminina tiveram um papel fundamental nas mudanças que vêm ocorrendo no casamento, no amor e na sexualidade ao longo da modernidade, resultando em transformações radicais na vida e intimidade das pessoas. Atualmente as mulheres estão avançando nas áreas da cultura e da política. O povo brasileiro elegeu 288 mulheres para o cargo de prefeito e 5000 para o cargo de vereadoras nas eleições de 2004. Nos últimos 15 anos, entraram no mercado de trabalho brasileiro mais de 12 milhões de mulheres. Nos dias atuais, mais de 30 milhões de mulheres trabalham fora de casa. 
Apesar disso, as mulheres têm ainda um longo caminho a percorrer. Ainda hoje se estabelecem grandes “distâncias” entre homens e mulheres, e são importantes os conflitos emocionais que decorrem desse convívio. 

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Vulvodínia, o que é?



Vulvodínia é um transtorno pouco conhecido, porém relativamente comum, caracterizado por dores na parte externa do órgão genital feminino, chamado de vulva. Estima-se que 15% das mulheres sofram deste distúrbio em algum momento da vida, que, além da dor pélvica, pode gerar a falta desejo sexual na mulher e problemas no relacionamento.

Sintomas da vulvodínia

O incômodo quase sempre está relacionado à sensação de queimação ou dor durante a relação sexual ou no simples toque na região. A causa do problema é desconhecida, mas sabe-se que tarefas que provoquem pressão sobre a vulva, como andar de bicicleta, podem gerar dor.
No entanto, segundo explica a fisioterapeuta especializada em uroginecologia Mônica Lopes, diretora da Clínica Salutaire, o problema pode ocorrer mesmo sem nenhum “motivo” aparente. “A vulvodínia é classificada em dois tipos: localizada e generalizada. Dentro deles, ela pode ser espontânea, provocada ou mista. Os tipos mais comuns são a generalizada espontânea, quando a mulher sente queimação constante da vulva, e a vulvodínia localizada provocada, onde a dor e queimação se concentram em um só lugar e podem ser causadas pelo ato sexual, exame ginecológico, uso de roupas apertadas, de alguns sabonetes e cremes, entre outros desencadeadores.”
A falta de informação sobre o assunto ainda é grande e, por isso, o transtorno nem sempre é reconhecido facilmente. Acredita-se que sua incidência seja maior do que a relatada e ambientes clínicos, já que muitas mulheres, e até mesmo médicos, têm dificuldade em reconhecê-lo.


Tratamento de vulvodínia

A mulher que sente dor ou ardência na penetração, durante ou após a relação sexual ou mesmo em outras situações corriqueiras deve procurar um ginecologista, de preferência especializado em patologia vulvar.
“O diagnóstico é feito com base na história clínica, no exame físico e no teste do cotonete, que auxilia no mapeamento da dor“, descreve Mônica.
Segundo a especialista, o tratamento é muitas vezes multidisciplinar, envolvendo um ginecologista, fisioterapeuta e psicólogo. “Algumas técnicas utilizadas que auxiliam no retorno da atividade sexual e diminuição da dor são massagem perineal, contração e relaxamento, eletroterapia analgésica e outros”, diz.
“Ainda não se fala em cura, mas com o tratamento correto, podemos reduzir bastante os sintomas e melhorar muito a qualidade de vida da mulher”, afirma a fisioterapeuta.


Como evitar

Segundo Mônica, algumas medidas podem prevenir o surgimento do problema:
Evite o uso de sabonetes, detergentes e produtos perfumados na região íntima;
Aumente a lubrificação para a relação sexual com o uso de óleo mineral ao invés de lubrificantes tradicionais;
Procure usar somente roupas íntimas de algodão e evite roupas apertadas na região da vulva.

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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

06 de setembro, dia do Sexo! Feliz dia do Sexo...



Sem efeitos secundários ou conta-indicações, de fácil acesso, grátis e eficaz, nunca um remédio teve todas essas qualidades. Este "medicamento revolucionário" em todos os sentidos nada mais é do que...O SEXO. Ele revitaliza o corpo, alivia o stress, excita a mente e, como se não bastasse é um dos meios mais eficazes na prevenção de muitas enfermidades e ainda um exercício físico.

http://swplace.home.sapo.pt/sugerimos/sexo_saude.htm






 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Fingindo o orgasmo






Por ser muito grande o número de mulheres que apresenta dificuldade de orgasmo, os homens estão sempre desconfiando da autenticidade do prazer de suas parceiras. Para se livrar da dúvida alguns tentam se especializar em misteriosa investigação e até procurar ler no olhar da parceira a certeza de que conseguiram proporcionar-lhe prazer.
É claro que ocorrem mudanças corporais durante. Há aumento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial, os músculos se contraem e aparece maior rubor na face, mas tudo isso pode não ser perceptível, principalmente se o homem estiver ansioso com o próprio desempenho.
Contudo, a grande preocupação dos homens em saber se o prazer da mulher é verdadeiro ou falso nos leva a outra questão: por que tantas mulheres fingem o orgasmo?

Por que as mulheres fingem?
É muito raro encontrar algumas mulheres que nunca tenham fingido um orgasmo. Cerca de 35% delas fingem sistematicamente. As razões são distintas. Há casos em que, temendo ser considerada fria ou decepcionar o parceiro, ela não encontra outra saída.
Durante milênios a mulher aprendeu a ser submissa ao homem e a se esforçar para  corresponder às expectativas dele. A falta de desejo sexual era um aspecto importante da feminilidade e condição para que ela fosse aceita e admirada.
Entretanto, após a pílula anticoncepcional, nossa história começou a mudar e passamos, nas últimas décadas, por transformação radical no que diz respeito à sexualidade feminina. Quando o sexo foi dissociado da procriação, pode se ligar exclusivamente ao prazer, e a mulher, então, reivindicou e ganhou o direito a esse prazer. Seu orgasmo se aprimorou: do único e simples, num primeiro momento, ela descobriu o múltiplos, a partir daí, também o ponto G e a ejaculação feminina.
O homem, por sua vez, confuso com mudanças tão repentinas, encontrou no orgasmo da parceira um alento para o medo que o atormentava: o de não satisfazer a mulher e por isso ser trocado por outro. Situação que, sem dúvida, afetaria sua certeza de ser macho. Agora, ao contrário de outras épocas, o orgasmo feminino passou a ser importante para seu equilíbrio emocional.
Muitas mulheres, percebendo isso, exatamente da mesma forma que suas mães e avós fizeram, se submetem ao homem. Embora se sintam cada vez mais livres no sexo e na vida, elas fingem o orgasmo porque ainda não se desligaram totalmente da ideia de que, para manter um homem ao seu lado, devem agradá-lo em tudo e nunca frustrá-lo.
Entretanto, esse não é o único motivo para a mulher fingir o orgasmo. Existem também mulheres que fingem o orgasmo porque não sentem desejo sexual pelo marido e como não conseguem se separar deles por causa da forte dependência financeira ou emocional, evitam o sexo, alegando as mais variadas razões: dor de cabeça, cansaço, preocupação, sono.
Quando sentem que não dá mais para fingir, transam por obrigação, sem vontade nenhuma, e então fingem o orgasmo para que o ato sexual seja o mais curto possível.

Fonte:
O livro de Ouro do Sexo. Regina Navarro Lins.Flávio Braga. Rio de Janeiro. Ediouro: 2005,p.241-242


Acesse e conheça:
https://www.facebook.com/pages/Vivendo-a-Sexualidade/326634087428663
https://www.facebook.com/pages/Sexualidadenaadolescencia/605519846145434

quarta-feira, 31 de julho de 2013

No Dia do Orgasmo (31/07), especialista ensina os cinco segredos do prazer feminino




Os poucos e compensadores segundos do auge da transa têm uma data de comemoração: 31 de julho é o Dia do Orgasmo. E, ainda hoje, com o sexo mais liberto, não são poucas as mulheres que não conseguem atingir esse grande momento do prazer sexual. De acordo com com o psicoterapeuta sexual Oswaldo Rodrigues Jr., diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, as mulheres estão habituadas a esperar que o prazer venha apenas das relações sexuais e não tocam o próprio corpo. "O segredo do orgasmo consiste em conhecer as próprias necessidades e limites, dedicar-se em pensamento e no ato, experimentar sempre e insistir no que lhe dá prazer". Veja cinco itens que o especialista aponta para que o orgasmo aconteça:

1. Dedique-se ao sexo
Desenvolva a capacidade de dedicar a atenção e o pensamento às questões sexuais. Isso permite usar a fantasia, conhecer seus limites e descobrir mais sobre o próprio comportamento sexual. "Invista diariamente nesta atividade interna. Ao se exercitar, pensar e fantasiar, a mulher poderá reconhecer o que lhe envolve, o que lhe excita, o que lhe produz desejo e motivação, assim como o que deverá ser evitado", afirma Oswaldo. 

2. Explore seu corpo
Reconheça como o corpo pode e deve receber estímulos táteis que sejam importantes para a atividade sexual. A masturbação é essencial para facilitar o orgasmo depois, durante uma transa. "Se as mulheres desejam que o orgasmo ocorra com a penetração, é necessário que treinem desta mesma forma. A maioria das mulheres que se masturba aprende a ter orgasmos apenas com estimulação clitoriana e, assim, habitua-se à prática. Depois, não sabem como ter orgasmos nas relações sexuais de penetração", explica Oswaldo.

3. Combata a timidez
A mulher deve aprender a mostrar o que sente e dizer isso ao parceiro. Muitas consideram que não devem e nem precisam contar o que querem ou precisam ao homem. "Falar, com todas as palavras, sem usar formas infantilizadas, facilita que os prazeres do sexo ocorram", diz o especialista.

4. Não desvie a atenção
Pensar em questões que produzem ansiedade ou distraem é um problema. Seja por imaginar que um filho pode entrar no quarto ou ficar preocupada sua forma física, por exemplo. Aprenda a lidar com as suas inseguranças. Mas, se perceber que não consegue isso sozinha, pense se não é a hora de procurar um acompanhamento psicológico.

5. O papel do homem
O homem não pode ser considerado como o responsável por dar prazer à mulher. Ele tem o seu papel, que é importante, mas um orgasmo não depende só dele. "O parceiro deve estar atento ao que a mulher diz para que saiba o que fazer. O homem precisa compreender que precisa dedicar-se emocionalmente ao momento  e saber quais são os objetivos de ambos estarem juntos. A parceira reconhecerá no seu toque a sua disponibilidade", afirma Oswaldo.

Fonte:

sábado, 6 de julho de 2013

Disfunção erétil: 90% dos impotentes são sedentários



     Pelo visto, curar impotência é mais fácil do que muitos pensavam: já pensou em simplesmente levantar a bunda da cadeira?
     Cientificamente falando, claro que a disfunção erétil pode ter outras causas e tratamentos mais complicados podem ser necessários. Mas um novo estudo descobriu que 9 em cada 10 homens com impotência sexual são sedentários. É muita coisa, não?
     A impotência atinge até 25 milhões de brasileiros acima dos 18 anos pelo menos uma vez na vida. O número é maior em homens na faixa etária dos 40 anos. Todo ano, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, um milhão de casos são registrados no país.
     Agora, um estudo do Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde em São Paulo, que recebe cerca de 300 pacientes com o problema por mês, descobriu que 90% deles são sedentários – a ponto de não fazerem exercício nem de fim de semana (famosa “pelada”). Além disso, 40% deles também são fumantes.

Cigarro e sedentarismo: porque causam impotência?

     Segundo o urologista responsável pelo centro, Joaquim Claro, a relação do sedentarismo com a impotência é indireta. “O problema está ligado às consequências da falta de atividade física, como obesidade, diabetes, colesterol alto e hipertensão. Essas são as vias finais que levam ao aparecimento ou à piora da disfunção”, diz o especialista.
     Ou seja, quem não pratica exercícios e tem maus hábitos alimentares ganha peso e desenvolve doenças que formam as condições orgânicas da disfunção erétil. Como assim “condições orgânicas”?
Além dos estímulos (como tato e visão), é o cérebro que comanda as reações nos nervos, músculos e circulação (que enchem os corpos cavernosos do pênis de sangue e permitem a ereção). Sendo assim, as más condições de saúde apresentadas acima tornam os vasos sanguíneos mais “duros”, dificultando a vasodilatação (nada de pênis ereto).
     A relação da disfunção erétil com o tabagismo é ainda mais direta (é nessa hora que o fumante se lembra do aviso de impotência sexual impresso nos maços de cigarros e se arrepende de não o ter levado a sério). O cigarro obstrui os vasos sanguíneos, que levam menos sangue até os corpos cavernosos do pênis. “Os fumantes com mais de 55 anos geralmente apresentam algum grau de impotência”, afirma Claro.

Tratamento

     A maioria dos 300 pacientes que procuraram ajuda do Centro tem mais de 40 anos e já havia tentado outros tratamentos e remédios orais anteriormente.
     Como não é somente o sedentarismo e o tabagismo que colaboram para a impotência sexual – as principais causas são psicológicas ou emocionais, neurológicas (por conta de doenças como diabetes ou câncer de próstata), vasculares (entrada rápida de sangue), hormonais e uso de medicamentos como antidepressivos – apenas um médico especialista pode indicar qual o melhor tratamento para cada pessoa.
     Mas eles já informam que é papel do homem reconhecer quando essas falhas são “eventuais” e quando é o momento de procurar ajuda – aquele papo de que “é normal, todo homem ‘brocha’ alguma vez na vida” é verdade estaticamente falando, no entanto, para sua própria qualidade de vida, é melhor que o sexo masculino esteja preparado para assumir quando o problema for além.
     Por fim, lembre-se: com uma vida saudável, atividade física, alimentação balanceada e baixo índice de gordura abdominal (vulga “barriga de chope”), é possível prevenir a disfunção erétil.

Fonte: