segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Fingindo o orgasmo






Por ser muito grande o número de mulheres que apresenta dificuldade de orgasmo, os homens estão sempre desconfiando da autenticidade do prazer de suas parceiras. Para se livrar da dúvida alguns tentam se especializar em misteriosa investigação e até procurar ler no olhar da parceira a certeza de que conseguiram proporcionar-lhe prazer.
É claro que ocorrem mudanças corporais durante. Há aumento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial, os músculos se contraem e aparece maior rubor na face, mas tudo isso pode não ser perceptível, principalmente se o homem estiver ansioso com o próprio desempenho.
Contudo, a grande preocupação dos homens em saber se o prazer da mulher é verdadeiro ou falso nos leva a outra questão: por que tantas mulheres fingem o orgasmo?

Por que as mulheres fingem?
É muito raro encontrar algumas mulheres que nunca tenham fingido um orgasmo. Cerca de 35% delas fingem sistematicamente. As razões são distintas. Há casos em que, temendo ser considerada fria ou decepcionar o parceiro, ela não encontra outra saída.
Durante milênios a mulher aprendeu a ser submissa ao homem e a se esforçar para  corresponder às expectativas dele. A falta de desejo sexual era um aspecto importante da feminilidade e condição para que ela fosse aceita e admirada.
Entretanto, após a pílula anticoncepcional, nossa história começou a mudar e passamos, nas últimas décadas, por transformação radical no que diz respeito à sexualidade feminina. Quando o sexo foi dissociado da procriação, pode se ligar exclusivamente ao prazer, e a mulher, então, reivindicou e ganhou o direito a esse prazer. Seu orgasmo se aprimorou: do único e simples, num primeiro momento, ela descobriu o múltiplos, a partir daí, também o ponto G e a ejaculação feminina.
O homem, por sua vez, confuso com mudanças tão repentinas, encontrou no orgasmo da parceira um alento para o medo que o atormentava: o de não satisfazer a mulher e por isso ser trocado por outro. Situação que, sem dúvida, afetaria sua certeza de ser macho. Agora, ao contrário de outras épocas, o orgasmo feminino passou a ser importante para seu equilíbrio emocional.
Muitas mulheres, percebendo isso, exatamente da mesma forma que suas mães e avós fizeram, se submetem ao homem. Embora se sintam cada vez mais livres no sexo e na vida, elas fingem o orgasmo porque ainda não se desligaram totalmente da ideia de que, para manter um homem ao seu lado, devem agradá-lo em tudo e nunca frustrá-lo.
Entretanto, esse não é o único motivo para a mulher fingir o orgasmo. Existem também mulheres que fingem o orgasmo porque não sentem desejo sexual pelo marido e como não conseguem se separar deles por causa da forte dependência financeira ou emocional, evitam o sexo, alegando as mais variadas razões: dor de cabeça, cansaço, preocupação, sono.
Quando sentem que não dá mais para fingir, transam por obrigação, sem vontade nenhuma, e então fingem o orgasmo para que o ato sexual seja o mais curto possível.

Fonte:
O livro de Ouro do Sexo. Regina Navarro Lins.Flávio Braga. Rio de Janeiro. Ediouro: 2005,p.241-242


Acesse e conheça:
https://www.facebook.com/pages/Vivendo-a-Sexualidade/326634087428663
https://www.facebook.com/pages/Sexualidadenaadolescencia/605519846145434

quarta-feira, 31 de julho de 2013

No Dia do Orgasmo (31/07), especialista ensina os cinco segredos do prazer feminino




Os poucos e compensadores segundos do auge da transa têm uma data de comemoração: 31 de julho é o Dia do Orgasmo. E, ainda hoje, com o sexo mais liberto, não são poucas as mulheres que não conseguem atingir esse grande momento do prazer sexual. De acordo com com o psicoterapeuta sexual Oswaldo Rodrigues Jr., diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, as mulheres estão habituadas a esperar que o prazer venha apenas das relações sexuais e não tocam o próprio corpo. "O segredo do orgasmo consiste em conhecer as próprias necessidades e limites, dedicar-se em pensamento e no ato, experimentar sempre e insistir no que lhe dá prazer". Veja cinco itens que o especialista aponta para que o orgasmo aconteça:

1. Dedique-se ao sexo
Desenvolva a capacidade de dedicar a atenção e o pensamento às questões sexuais. Isso permite usar a fantasia, conhecer seus limites e descobrir mais sobre o próprio comportamento sexual. "Invista diariamente nesta atividade interna. Ao se exercitar, pensar e fantasiar, a mulher poderá reconhecer o que lhe envolve, o que lhe excita, o que lhe produz desejo e motivação, assim como o que deverá ser evitado", afirma Oswaldo. 

2. Explore seu corpo
Reconheça como o corpo pode e deve receber estímulos táteis que sejam importantes para a atividade sexual. A masturbação é essencial para facilitar o orgasmo depois, durante uma transa. "Se as mulheres desejam que o orgasmo ocorra com a penetração, é necessário que treinem desta mesma forma. A maioria das mulheres que se masturba aprende a ter orgasmos apenas com estimulação clitoriana e, assim, habitua-se à prática. Depois, não sabem como ter orgasmos nas relações sexuais de penetração", explica Oswaldo.

3. Combata a timidez
A mulher deve aprender a mostrar o que sente e dizer isso ao parceiro. Muitas consideram que não devem e nem precisam contar o que querem ou precisam ao homem. "Falar, com todas as palavras, sem usar formas infantilizadas, facilita que os prazeres do sexo ocorram", diz o especialista.

4. Não desvie a atenção
Pensar em questões que produzem ansiedade ou distraem é um problema. Seja por imaginar que um filho pode entrar no quarto ou ficar preocupada sua forma física, por exemplo. Aprenda a lidar com as suas inseguranças. Mas, se perceber que não consegue isso sozinha, pense se não é a hora de procurar um acompanhamento psicológico.

5. O papel do homem
O homem não pode ser considerado como o responsável por dar prazer à mulher. Ele tem o seu papel, que é importante, mas um orgasmo não depende só dele. "O parceiro deve estar atento ao que a mulher diz para que saiba o que fazer. O homem precisa compreender que precisa dedicar-se emocionalmente ao momento  e saber quais são os objetivos de ambos estarem juntos. A parceira reconhecerá no seu toque a sua disponibilidade", afirma Oswaldo.

Fonte:

sábado, 6 de julho de 2013

Disfunção erétil: 90% dos impotentes são sedentários



     Pelo visto, curar impotência é mais fácil do que muitos pensavam: já pensou em simplesmente levantar a bunda da cadeira?
     Cientificamente falando, claro que a disfunção erétil pode ter outras causas e tratamentos mais complicados podem ser necessários. Mas um novo estudo descobriu que 9 em cada 10 homens com impotência sexual são sedentários. É muita coisa, não?
     A impotência atinge até 25 milhões de brasileiros acima dos 18 anos pelo menos uma vez na vida. O número é maior em homens na faixa etária dos 40 anos. Todo ano, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, um milhão de casos são registrados no país.
     Agora, um estudo do Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde em São Paulo, que recebe cerca de 300 pacientes com o problema por mês, descobriu que 90% deles são sedentários – a ponto de não fazerem exercício nem de fim de semana (famosa “pelada”). Além disso, 40% deles também são fumantes.

Cigarro e sedentarismo: porque causam impotência?

     Segundo o urologista responsável pelo centro, Joaquim Claro, a relação do sedentarismo com a impotência é indireta. “O problema está ligado às consequências da falta de atividade física, como obesidade, diabetes, colesterol alto e hipertensão. Essas são as vias finais que levam ao aparecimento ou à piora da disfunção”, diz o especialista.
     Ou seja, quem não pratica exercícios e tem maus hábitos alimentares ganha peso e desenvolve doenças que formam as condições orgânicas da disfunção erétil. Como assim “condições orgânicas”?
Além dos estímulos (como tato e visão), é o cérebro que comanda as reações nos nervos, músculos e circulação (que enchem os corpos cavernosos do pênis de sangue e permitem a ereção). Sendo assim, as más condições de saúde apresentadas acima tornam os vasos sanguíneos mais “duros”, dificultando a vasodilatação (nada de pênis ereto).
     A relação da disfunção erétil com o tabagismo é ainda mais direta (é nessa hora que o fumante se lembra do aviso de impotência sexual impresso nos maços de cigarros e se arrepende de não o ter levado a sério). O cigarro obstrui os vasos sanguíneos, que levam menos sangue até os corpos cavernosos do pênis. “Os fumantes com mais de 55 anos geralmente apresentam algum grau de impotência”, afirma Claro.

Tratamento

     A maioria dos 300 pacientes que procuraram ajuda do Centro tem mais de 40 anos e já havia tentado outros tratamentos e remédios orais anteriormente.
     Como não é somente o sedentarismo e o tabagismo que colaboram para a impotência sexual – as principais causas são psicológicas ou emocionais, neurológicas (por conta de doenças como diabetes ou câncer de próstata), vasculares (entrada rápida de sangue), hormonais e uso de medicamentos como antidepressivos – apenas um médico especialista pode indicar qual o melhor tratamento para cada pessoa.
     Mas eles já informam que é papel do homem reconhecer quando essas falhas são “eventuais” e quando é o momento de procurar ajuda – aquele papo de que “é normal, todo homem ‘brocha’ alguma vez na vida” é verdade estaticamente falando, no entanto, para sua própria qualidade de vida, é melhor que o sexo masculino esteja preparado para assumir quando o problema for além.
     Por fim, lembre-se: com uma vida saudável, atividade física, alimentação balanceada e baixo índice de gordura abdominal (vulga “barriga de chope”), é possível prevenir a disfunção erétil.

Fonte:

sexta-feira, 31 de maio de 2013

“Viagra” feminino promete aumentar desejo e motivação sexual

   
Mulheres poderão em breve ser capaz de comprar sua própria versão do medicamento Viagra. A nova pílula, chamada Lybrido, promete aumentar o desejo de uma mulher para o sexo, e torná-lo mais satisfatório quando isso acontece.
   O medicamento usa uma combinação de testosterona e de uma droga semelhante ao Viagra, que funciona tanto no cérebro quanto no corpo para aumentar a sinalização da libido.
   Resultados experimentais bem sucedidos indicam que a droga poderia ser comercializada dentro de três anos.
   O medicamento se mostrou eficaz para mulheres com baixo desejo sexual e motivação como resultado da insensibilidade aos estímulos sexuais.
   Lybrido aumenta motivação sexual central e a resposta sexual fisiológica, tal como o inchaço do tecido erétil e lubrificação vaginal.
   Com vendas mundiais de Viagra em quase R $ 1,5 bilhão por ano, os cientistas já tentaram criar uma versão para o mercado feminino. No entanto, as tentativas anteriores não conseguiram, porque a baixa libido feminina muitas vezes decorre de fatores psicológicos tanto quanto fatores físicos.
   Agora, pesquisadores da empresa holandesa Emotional Brain, acreditam que resolveram o problema com um comprimido dois-em-um, que deve ser tomado três horas e meia antes do sexo.
  Ele contém uma droga semelhante ao Viagra em um revestimento de testosterona e hortelã. Separadamente, nenhum medicamento pode elevar a sensação de libido feminina, mas, juntos, eles podem fornecer o impulso necessário. O efeito físico do Viagra amplifica o efeito da testosterona sobre os centros de prazer do cérebro.
   Um estudo envolvendo mais de 200 mulheres em os EUA acaba de terminar. Os resultados completos ainda estão sob sigilo, mas o pesquisador Adriaan Tuiten os descreve como “muito, muito promissores”.
   Segundo Tuiten, com a droga, as mulheres fizeram amor com mais frequência e eram mais propensas a atingir o orgasmo. Mas alguns efeitos colaterais apareceram, incluindo dores de cabeça e rubor da face ou pescoço.
   Ele agora planeja realizar um teste maior, e espera colocar o medicamento no mercado na Europa e nos EUA no final de 2016.

Fonte:

domingo, 19 de maio de 2013

Homens diferenciam mulheres para se divertir e para casar





Apesar da evolução dos tempos, homens ainda diferenciam mulheres para se divertir e mulheres para casar. E essa diferença existe em uma proporção significativa. “Há sequelas de uma sociedade patriarcal e muitos valores perduram”, afirma o psicólogo Thiago de Almeida, especializado no tratamento das dificuldades do relacionamento amoroso. Para a antropóloga Mirian Goldenberg, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), isso ocorre porque os valores demoram muito a mudar, apesar dos comportamentos serem alterados mais rapidamente. “Há uma valorização do marido, que em nossa cultura é visto como um capital”, diz Mirian. “Isso faz com que o comportamento sexual feminino seja muito controlado socialmente. Ou seja, a honra masculina ainda está vinculada ao controle do comportamento sexual de suas mulheres”.
   O terapeuta Sergio Savian diz que boa parte das mulheres ainda leva em consideração o que os homens pensam delas. “Elas estão preocupadas com o que todos pensam. Aprenderam com suas mães e avós que não podem ser fáceis. Também não querem ser alvo de fofocas maldosas”, diz Savian. Para Mirian, tudo isso é reflexo de uma cultura religiosa. “A família é vista como alicerce da vida social. Observei que em culturas mais individualistas como na Alemanha e na Suécia, por exemplo, essa desigualdade de gênero não é tão forte”, diz a antropóloga.

Sociedade de valores antigos

   Por conta desse pudor, as mulheres omitem que tiveram muitos parceiros, mentem sobre o próprio desejo, fingem ter orgasmos. Para o psicólogo Thiago de Almeida, esse é um processo natural que reflete o quanto a sociedade ainda está enraizada aos valores antigos. “Mulheres costumam dizer que tiveram menos homens. Se tiveram dez relacionamentos, falam que tiveram apenas cinco. Já os homens, se tiveram três, afirmam ter tido dez”, diz Almeida.
   Isso pode ser consequência do ciúme que os homens têm do passado de suas companheiras. Eles frequentemente querem saber com quantos homens elas se relacionaram e o que fizeram com eles. “Por inúmeros motivos e, dentre eles, uma descomunal insegurança masculina, eles infernizam a vida de suas parceiras”, afirma o terapeuta Sergio Savian.

Transar no primeiro encontro

   Para a sexóloga Laura Muller, cada um pode viver a prática sexual como preferir, mesmo em um país conservador. “Se essa mulher conheceu um cara que vai julgá-la por ter transado no primeiro encontro, talvez seja importante avaliar se ele realmente combina com seu jeito de ser”, diz Laura. “Quando o assunto é sexualidade, não há regras. O importante é ter respeito”.
   Segundo o psicólogo Thiago de Almeida, o homem fica mais romântico e usa artifícios que podem mascarar sua personalidade na hora de conquistar uma mulher. “Ele pode se mostrar mais moderninho logo de cara, mas depois não leva adiante aquele relacionamento por puro preconceito”, diz. Para Almeida, a mulher que busca sexo casual deve ter isso bem definido em sua cabeça para não criar expectativas, enquanto os homens precisam começar a entender que apenas o tempo mostra os reais atributos de cada pessoa. “Hoje, a principal arma feminina é saber conduzir esse tipo de situação de forma a contemplar sua própria expectativa. E agir de forma equilibrada pode ser a forma mais correta para evitar frustrações”, afirma Almeida.

Igualdade longe de ser alcançada

   Para o terapeuta Sergio Savian, a moral está tão incorporada em nossa sociedade que muitas mulheres não sabem estabelecer a diferença do que realmente querem daquilo que foi imposto. A antropóloga Mirian Goldenberg acredita que, mesmo com a maior independência das mulheres, elas ainda preferem fingir que são “comportadas” para não perder o namorado ou não assustarem o pretendente. “Elas ainda se comportam de forma submissa e passiva ou se mostram mais comportadas sexualmente do que realmente são”, afirma Mirian. “A liberdade e a igualdade femininas ainda estão longe de serem alcançadas”. Para a antropóloga, é necessário fazer uma revolução cotidiana. “Enfrentar os preconceitos, os olhares de acusação e as opiniões dos outros”, diz. Para ela, quanto mais mulheres se comportarem com liberdade, mais outras terão coragem de viver os seus desejos.

Por Simone Cunha - UOL

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Programa Falando Nisso - TV Band Vale - 03 maio 2013


Você tem medo de traição e acaba sufocando seu parceiro ou parceira?
Para quem não teve a oportunidade de assistir ou quer rever minha participação no Programa "Falando Nisso" na Tv Band Vale, deixo aqui os links:

http://www.tvbandvale.com.br/v2/videos.php?id=16344

http://www.tvbandvale.com.br/v2/videos.php?id=16343


http://www.tvbandvale.com.br/v2/videos.php?id=16342

http://www.tvbandvale.com.br/v2/videos.php?id=16341

Abraços, 

Marcia Eliane
Psicóloga Clínica e Especialista em Sexualidade Humana