terça-feira, 30 de abril de 2013

Disfunção Erétil Psicológica


   Numa altura ou outra a maioria dos homens tem disfunção erétil, mas quando o problema se torna persistente e ocorre e quase 50% das vezes, ou quando se torna numa grande preocupação para o homem ou para a parceira, deve ser procurada ajuda medica e um tratamento. Muitas vezes é uma disfunção erétil psicológica e requer um tratamento diferente da disfunção erétil física
   A disfunção erétil pode ser causada por outros problemas médicos que interferem com a aptidão física de conseguir uma ereção. Alguns medicamentos utilizados no tratamento da pressão sanguínea, alergias, doenças cardíacas, depressão, ansiedade, distúrbios alimentares e úlceras podem dar origem à disfunção erétil. Para os homens que sofrem de disfunção erétil psicológica pode ser necessária terapia.
   As razões psicológicas são responsáveis por cerca de 10 a 20% dos casos de disfunção erétil. Na maioria dos casos é uma reação secundária a uma causa principal. As causas psicológicas podem ser devido a abusos infantis ou relacionados com más experiências e traumas sexuais. Os principais fatores de disfunção erétil psicológica são os seguintes:
   Stress: Pode estar relacionado com stress do trabalho, stress por motivos econômicos, ou até devido a discussões e problemas conjugais.
   Ansiedade: Desde o momento que a disfunção erétil acontece pela primeira vez, o homem fica muito preocupado que vai acontecer novamente. Pensar assim vai dar origem a “ansiedade de desempenho”, tal como o medo de não satisfazer o parceiro, o que causa disfunção eréctil quase sem falhar.
   Sentimento de culpa: O homem pode sentir-se culpado por não satisfazer a sua parceira.
   Depressão: A causa mais comum para disfunção erétil é a depressão que afeta um homem tanto a nível físico como a nível psicológico. A depressão pode ser a causa da disfunção erétil mesmo quando uma pessoa se sente confortável em situações sexuais. A medicação e os fármacos que são prescritos para tratar a depressão podem também causar a impotência masculina.
   Baixa auto-estima: A baixa auto-estima pode ser devido a um episódio anterior de disfunção erétil que faz o homem sentir-se inadequado ou devido a outro trauma não sexual.
   Indiferença: A indiferença pode ser o resultado da idade ou de uma diminuição de interesse no sexo, pode ser o resultado de medicamentos ou devido a problemas conjugais entre o casal.
   Muitos homens que sofrem de disfunção erétil ou de impotência sexual, tem o problema há vários anos.    Este problema pode piorar ao longo do tempo porque os fatores psicológicos podem começar a aparecer ou a acentuar-se. Nestes casos há uma forte tendência em evitar o contato sexual e a criar sentimentos de raiva, impotência ou desilusão com a companheira que não o consegue estimular. A maioria dos homens preocupam-se com a ereção durante as relações sexuais, que dificilmente dão atenção à parceira ou a outros estímulos.
   Quando se chega à conclusão que o paciente está a sofrer de disfunção eréctil psicológica, é recomendada uma consulta com um sexólogo, deve ser feita o mais rápido possível para a pessoa começar os tratamentos.

  Fonte:
http://disfuncaoeretil.org/disfuncao-eretil-psicologica/

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Sexualidade na gravidez


Este é, talvez, o tema mais delicado e difícil de ser abordado pelo casal grávido, não obstante as dúvidas e ansiedades que suscita.
Homens e mulheres ainda sentem muito constrangimento em falar sobre sua própria sexualidade, principalmente no tocante às dificuldades, mesmo que seja entre parceiros.
Assim, quando o obstetra afirma que o casal deve abster-se de sexo por ser uma gravidez de risco, ninguém contesta nem sequer procura saber o que é ou não permitido e o que fazer quando a sexualidade aflora, uma vez que ela não deixa de se manifestar porque houve uma restrição médica.
Emocionalmente, uma bomba foi lançada no relacionamento conjugal. O casal, assustado, passa a evitar todo tipo de contato, fica muito mais fragilizado e distante e a ansiedade que poderia ser amenizada momentaneamente através do orgasmo, intensifica-se, criando novos temores e angústias.
Este pode ser, então, o momento de grandes descobertas amorosas. Se o casal encontra-se num relacionamento estável, maduro e sólido, quando a vinda de um filho poderá uni-los de modo mais pleno ou mesmo se a intimidade entre os parceiros propicia um diálogo aberto e honesto, há possibilidade de se poder descobrir outros jeitos de fazer amor, sem que haja penetração.
A criatividade sexual pode entrar em cena, através de jogos eróticos, novas posições e novas fontes de prazer, que transformarão tudo numa grande aventura, plena de lances inusitados e estimulantes, onde cada um poderá expressar suas preferências e fantasias mais íntimas. Tudo é permitido desde que haja harmonia entre o casal, que deve buscar o bem-estar mútuo e um maior equilíbrio emocional, diminuindo as ansiedades e angústias próprias desse período.
Essas experiências amorosas e sensuais marcarão o início de uma vida sexual mais prazerosa e satisfatória e, certamente, aprofundarão o relacionamento conjugal de maneira mais duradoura.
Mesmo o casal que não sofreu restrição quanto às relações sexuais, também deveria fazer uso destes jogos de sedução, descobrindo e intensificando as carícias e o prazer.
Mas não é o que comumente acontece. Vários fatores, conscientes e inconscientes, contribuem para a alteração do desejo sexual.
No início da gravidez, muitas gestantes manifestam sintomas como náuseas, vômitos, hipersonia e o grande temor do aborto, por acreditarem que o feto ainda não está suficientemente aderido ao útero, e isso compromete sobremodo o desejo sexual.
Os aspectos regressivos inconscientes ocorrem desde o início da gravidez, fazendo com que a gestante se identifique com o feto, o que a torna mais sensível e vulnerável, com intensa necessidade de proteção e carinho. Neste momento, volta-se para si mesma, num movimento de introspecção, evitando qualquer estímulo que interfira neste processo ; e aqui pode-se incluir o sexo, como uma espécie de preparação para todas as mudanças físicas e emocionais que têm início. Com o passar do tempo, a intensidade da angústia do perigo do aborto diminui consideravelmente, podendo até cessar.
Com o corpo visivelmente grávido, seios e ventre avolumados, muitas gestantes percebem-se mais femininas e sensuais, o que faz aumentar o desejo sexual e a procura pelo parceiro.
Outras, ainda, por já se encontrarem grávidas, liberam a sexualidade mais espontaneamente, por vezes experimentando pela primeira vez o orgasmo pleno. Alguns homens chegam a estranhar o comportamento de suas mulheres, pois não condiz com a imagem idealizada da figura materna, que é assexuada e pura. Passam, assim, a evitar o contato físico como se este fosse pecado e, portanto, inadequado para a situação presente.
A raiz de tais sentimentos jaz na própria religião que, desde muito cedo ensina aos fiéis, que toda a humanidade originou-se de Adão e Eva através do "pecado original". A fatídica "mordida na maçã", símbolo do sexo pelo sexo, o prazer físico, a sexualidade propriamente dita.
Desta forma , ainda segundo a religião, o símbolo da maternidade foi dedicado a Maria, que concebeu Jesus sem pecado, continuando, portanto, pura e imaculada.
Esses conceitos religiosos que fazem distinção entre maternidade e sexualidade, inconscientemente influenciam a vida sexual, desde o momento da concepção, podendo perdurar por um tempo longo demais.
O sexo, após cumprir sua função mais importante que é a perpetuação da espécie, passa a ser "pecado".
Como a gravidez propicia à gestante e ao ambiente próximo, em especial, ao futuro papai, um estado regressivo, inconscientemente reativam a imagem da própria figura materna grávida, todos os sentimentos que a envolveram e o significado mais puro da maternidade. Daí uma das grandes dificuldades em expressar a sexualidade sem culpa, num momento tão intenso e repleto de emoções várias.
Nos casos em que a gravidez não foi desejada e mesmo não fazia parte dos planos mais imediatos, muitas mulheres, por sentirem aversão ao seu estado, apesar da decisão de lhe dar continuidade, rejeitam seus parceiros numa atitude de punição por tê-las engravidado.
Outras, psicologicamente menos amadurecidas e, portanto, mais dependentes de suas próprias mães ou de seus parceiros, enquanto figuras paternas, sentem-se mais filhas que mulheres e mães, o que também pode inibir a sexualidade.
Outros fatores de peso também alteram a vida sexual, como a vivência real de aborto espontâneo, repetido ou não, depressão materna e o medo de prejudicar o feto. Com relação a este último, se as relações sexuais foram liberadas pelo obstetra, não oferecem perigo, pois o feto está muito bem protegido pela bolsa d'água, que funciona como um amortecedor, e o colo do útero encontra-se fechado.
Também não é verdadeiro o mito que se criou em torno do orgasmo, que pode provocar o aborto. Muito pelo contrário : o orgasmo é altamente benéfico em qualquer época da gestação, pois tem a função de servir como "válvula de escape" para as ansiedades próprias da gravidez. Além disso, propicia a continuidade da harmonia conjugal, diminuindo o ciúme do casal: o do homem em relação ao bebê, que é percebido como um rival pela íntima relação mãe-bebê, da qual muitas vezes se sente excluído e, da gestante, com referência às possibilidades do parceiro sair em busca de aventuras extra-conjugais.
Há, também, um fator biológico importantíssimo a ser considerado sobre o orgasmo: exercita os músculos do períneo que serão muito solicitados por ocasião do parto.
O modo como a gestante percebe a estética de seu corpo pode influenciar na sexualidade. Se ela se sente feia e gorda ou percebe que seu parceiro a vê desta forma, fará com que altere e até cesse o desejo sexual. Muitas vezes, mesmo que ele se orgulhe de seu estado e a elogie, não modifica seus sentimentos, podendo, inclusive, irritá-la mais.
Há homens que sentem o corpo da gestante como muito sensual e atraente, pois se constitui na prova viva de sua própria virilidade.
Há outros em que ao verem a ultra-sonografia e constatar a existência real do bebê ou mesmo quando percebem os movimentos fetais no útero materno, passam a evitar as relações sexuais, pois são sentidas como realizadas a três. Outros, ainda, inconscientemente evocam a figura materna e a atividade sexual é percebida como se acontecendo com a própria mãe, o que, certamente, torna-a inviável.
As transformações hormonais que ocorrem na gestante, provocam a mudança do cheiro e o aumento da secreção vaginal o que, para alguns homens, causa estranhamento na penetração e pode fazer com que evitem o sexo oral.
Algumas gestantes necessitam neste período de maior demonstração de carinho, apoio e até de certa dose de erotismo e menos necessidade de relação sexual com penetração.
Se a gravidez ocorreu com um parceiro eventual ou numa relação cujo vínculo ainda não se fortaleceu e a comunicação entre os parceiros não atingiu o grau de confiança e cumplicidade necessários, o medo de magoar o outro muitas vezes leva a aceitar que o sexo se concretize contra a própria vontade, mais como uma obrigação conjugal.
Ao final do terceiro trimestre de gestação, quando o corpo da mulher, já bem desenvolvido, não permite as posições mais tradicionais, alguns homens não se sentem à vontade com novas posições ou mesmo por retornar o temor de prejudicar o feto.
Novamente entra em questão a possibilidade de se criar outras alternativas amorosas, para que não cesse o encontro do prazer físico-emocional, quer sejam, a masturbação a dois, sexo oral, anal, desde que não interfiram negativamente no respeito aos desejos de cada um, mais fundamental que o próprio prazer em si.
Concluindo, a sexualidade ativa nunca deveria ser interrompida em nenhum momento da gravidez, visto que não é apenas com a penetração que se atinge o orgasmo. Há várias maneiras de se atingi-lo e cada parceiro pode usar de suas próprias fantasias eróticas para que se mantenha viva esta chama tão importante na vida conjugal e tão benéfica nesta fase.
Por conter aspectos inconscientes, a alteração do desejo sexual de um parceiro nem sempre é compreendida pelo outro e, muitas vezes, é captada como uma dificuldade de ordem pessoal, tornando a relação mais vulnerável e o vínculo conjugal ameaçado.
Assim, o significado de tais alterações são percebidas pelo homem e pela mulher de maneiras diferentes.
Para o homem, pode ser a confirmação de sua exclusão na relação mãe-bebê e pode causar-lhe profunda mágoa e grande irritação ao se perceber apenas como reprodutor. Conseqüentemente, isso provocará um maior afastamento de sua parceira, num momento em que ela está mais necessitada de sua presença física e emocional.
Para a mulher, pode ser a confirmação de sua fealdade, fazendo-a sentir-se menos sedutora, sem atrativos, muitas vezes reclamando que o parceiro está desinteressado pela gravidez e pelo bebê e, acima de tudo, levando-a a suspeitar da fidelidade conjugal.
É, portanto, de suma importância, o diálogo entre os dois, sem mágoas e ressentimentos, assim que as dificuldades conjugais comecem a surgir, para que não se acentuem e impeçam a retomada do vínculo posteriormente.
Mais uma vez há de se falar da importância do acompanhamento psicológico da gravidez, no sentido de ajudar a tornar conscientes os aspectos ocultos de atuação dos parceiros, pois permite a expressão e o esclarecimento dos sentimentos mais íntimos e profundos do casal grávido.

Fonte:

terça-feira, 19 de março de 2013

Ejaculação Feminina


A estimulação pode provocar orgasmos consecutivos na mulher, e ejaculação. O líquido que esguicha da uretra é produzido nas glândulas de Skene e sua quantidade pode variar de 15 a 200 mililitros. E, dependendo da quantidade expelida, pode molhar bastante o lençol.
O médico Theodore H. van de Velde publicou, em 1926, um manual sobre o casamento, no qual mencionava que algumas mulheres expelem um líquido durante o orgasmo. Antropólogos relataram rituais de puberdade na tribo batoro de Uganda, África, onde a ejaculação feminina tem um papel importante num costume chamado kachapati, que significa “aspergir a parede”. Nele a jovem batoro é preparada para o casamento pelas mulheres mais velhas da aldeia, que lhe ensinam a ejacular.
Em 1950, Gräfenberg descreveu detalhadamente a ejaculação da mulher em relação ao prazer: “Essa expulsão convulsiva de fluídos ocorre sempre no apogeu do orgasmo e simultaneamente com ele. Se tem a oportunidade de observar o orgasmo dessas mulheres, pode-se ver que grande quantidade de um líquido límpido e transparente são expelidas em esguichos, não da vulva, mas pela uretra (...). As profusas secreções que saem com o orgasmo não tem um objetivo lubrificador, pois nesse caso seriam produzidos no início do coito e não no auge do orgasmo.”

Ejaculação feminina e urina não são a mesma coisa
A partir de 1980, vários pesquisadores, inclusive o próprio Gräfenderg, se dedicaram a examinar os fluidos expelidos pela mulher durante o orgasmo. A análise estabeleceu a diferença entre fluidos ejaculados e urina. Embora os primeiros resultados já tenham sido publicados no Journal of Sex Research, em fevereiro de 1981, o desconhecimento da ejaculação feminina como consequência de um grande prazer sexual continua causando vítimas.
Há muito tempo mulheres são encaminhadas para operação por serem consideradas portadoras de incontinência urinária de estresse. Mas desde 1958, o urologista Bernard Hymel, nos Estados Unidos, se recusa a operá-las por ter conhecimento do ponto G e da ejaculação feminina. Tentou várias vezes expor  a seus colegas o equívoco de suas avaliações diagnosticas, mas a maioria o considerou maluco, isolando-o.

Em busca de um prazer maior
Algumas mulheres descobrem por acaso a ejaculação feminina, e agora que se fala mais sobre o prazer mais intenso que provoca a ejaculação, várias se esforçam para viver essa experiência.
A sensação de alívio e descarga que a mulher sente na ejaculação é diferente da que sente no orgasmo. A ejaculação ocorre por meio de estimulação das partes sexuais que circundam a uretra, como o ponto G e o ponto U (orifício da uretra). Quando a mulher atinge o orgasmo, a ejaculação sai da uretra empurrada pelos músculos vaginais PC (pubococcígeos).
A mulher pode ter vários orgasmos e depois ejacular ou ejacular e ter vários orgasmos ao mesmo tempo. Marcia e Lisa Douglas descreveram o vídeo How to Female Ejaculate, no qual quatro mulheres se masturbaram até ejacular, enquanto as outras viveram essa experiência pela primeira vez inadvertidamente por meio da estimulação do ponto G.
Todas as mulheres podem ejacular. A questão é que a maioria nem sabe que isso é possível, portanto, somente quando a cultura sexual reconhecer a ejaculação feminina, um número maior de mulheres desenvolverá  essa capacidade. O mesmo aconteceu com um orgasmo. Enquanto se acreditou que o prazer sexual era restrito aos homens, pouquíssimas mulheres sabiam o que era o orgasmo, e pior, nem tentavam descobrir.
A repressão do prazer sexual é tão grande em nossa cultura que somos obrigados a concordar com Reich quando fala na “miséria sexual das pessoas”.

Fonte:
O livro de Ouro do Sexo. Regina Navarro Lins.Flávio Braga. Rio de Janeiro. Ediouro: 2005,p. 228-229.

domingo, 3 de março de 2013

Fim do tabu - O corpo feminino também foi feito para o prazer!



     É masculino o instinto poligâmico de fecundar o maior número de fêmeas que puder e passar adiante os seus genes. É feminina a tendência monogâmica de escolher o melhor parceiro possível para gerar a prole de melhor qualidade. E depois segurar o seu macho no ninho, de modo a melhor proteger os filhos.
     Essas premissas têm feito muito sentido e garantido há séculos uma determinada relação de força entre os sexos. Só que as muralhas de Jericó estão prestes a ruir.
   Uma série de descobertas sobre a sexualidade feminina estão questionando convicções há muito estabelecidas, como a ideia de que os homens gostam mais de sexo que as mulheres ou de que os hormônios masculinos são uma bênção enquanto que os femininos são uma desgraça.
     Hoje, sabe-se que o estrógeno, a poderosa substância acendedora da libido feminino, não é só coisa de menina – os homens também o têm no corpo e precisam dele para evitar doenças como a osteoporose.
    Novas evidências sobre o clitóris e pesquisas de comportamento animal provaram que a mulher nasceu, sim, para ter prazer no sexo e que sua propagada vocação para a monogamia não passa de imposição cultural, sem nada a ver com sua programação natural.
   Um biólogo inglês lançou um livro a uns anos atrás chamado Promiscuity (Promiscuidade), no qual analisava vários animais e concluia: as fêmeas da maioria das espécies – do gafanhoto ao chimpanzé – acasalam com vários machos.
     Entre os bonobos – os primatas mais parecidos com o homem – mais da metade da prole de uma mãe é composta de filhos que não foram concebidos pelo seu parceiro habitual. Isso implode o argumento de que as fêmeas são projetadas pela natureza para serem fiéis. Outro exemplo é o do caranguejo do gênero Ocypoda, habitante do litoral brasileiro. Os ocypodas machos produzem uma substância que endurece em contato com o ar. Essa argamassa é usada para bloquear o canal em que as fêmeas guardam o esperma recebido e impedir que outros parceiros a fecundem. Se as fêmeas fossem tão castas, por que o caranguejo ia se preocupar tanto?
   “A concepção de que só os homens são poligâmicos é o maior mito da sexualidade”, afirmou uma antropóloga americana chamada Helen Fisher. Em seu livro Anatomia do Amor, Helen estudou o comportamento sexual de homens e mulheres em 62 sociedades ao redor do planeta e concluiu que o adultério é tão comum entre nós quanto o casamento. É claro que muitas mulheres (e homens também) optam por ser fiéis. Mas isso é uma escolha, não uma imposição biológica.
    Nos anos 60, as feministas saíram por aí gritando que homens e mulheres são iguais e, portanto, elas têm tanto direito ao prazer quanto eles. A tese feminista acerta na conclusão mas erra no argumento: homens e mulheres não são iguais. De fato, são totalmente diferentes na forma como lidam com sexo e desejo. Só que essas diferenças não proclamam a supremacia masculina. Ao contrário: a mulher tem mecanismos de prazer até mais sofisticados que os dos homens.
   O clitóris, para quem não conhece, é uma pequena protuberância localizada na junção superior dos pequenos lábios da vulva. Ele tem 8 000 fibras nervosas – uma concentração maior do que em qualquer outro lugar do corpo (o pênis tem metade disso).
   Em 1998, a ginecologista australiana Helen O’Connell, do Hospital Real de Melbourne, Austrália, descobriu que o clitóris é bem maior do que imaginava a mais raçuda e aguerrida feminista. Ele mede até 9 centímetros.
     O pensador grego Galeno defendia, no século II, a tese de que as mulheres precisavam ter orgasmo para engravidar. Essa idéia, que permaneceu viva até o século XVIII, poderia servir para valorizar o prazer feminino: quem quisesse ter um filho teria que proporcionar o clímax à parceira. Mas na prática não foi bem assim. As mulheres continuaram a ter filhos sem sentir prazer e aquelas que tinham a desventura de engravidar após um estupro eram acusadas de devassidão – a gravidez funcionava como um sinal de que elas haviam gostado de ser violentadas. Muitas foram condenadas à morte por causa disso.
   Apesar do engano fatal de Galeno, atualmente os médicos estão encontrando evidências de que o orgasmo, se não é necessário para engravidar, pode facilitar a fecundação. Indício disso é a movimentação do colo do útero durante o êxtase, que “sugaria” o sêmen depositado na vagina para dentro de si. Dois pesquisadores britânicos, Robin Baker e Mark Bellis, filmaram recentemente esse fenômeno graças a uma microcâmera colocada na ponta de um pênis.
    Os mecanismos do orgasmo feminino são tão complicados que os médicos ainda estão longe de entendê-los. Exemplo: ninguém conseguiu arrumar uma boa explicação para o fato de haver orgasmos clitorianos e vaginais. Freud difundiu a idéia de que o êxtase atingido a partir da estimulação direta do clitóris seria imaturo, comparado ao obtido com a penetração. Hoje ninguém mais classifica o clímax por ordem de maturidade, mas as mulheres garantem que há uma diferença. Difícil de entender, já que não foi identificado nenhum motivo orgânico para isso.
  Há também os orgasmos múltiplos – algo que homem nenhum, por mais sensível, vai conseguir compreender. Quanto mais, sentir. Na verdade, existem dois tipos de orgasmos múltiplos. Um é o multiorgasmo, no qual a mulher consegue emendar rapidamente cada clímax em uma nova fase de excitação e, assim, ter três ou quatro orgasmos seguidos. Mas, sorte mesmo, têm as poliorgásticas. Essas felizardas têm um êxtase depois do outro, sem precisar de novas fases de excitação, porque se mantêm num platô de tensão sexual por muito tempo. Todas as mulheres têm a possibilidade de ter um multiorgasmo, mas poucas provam um poliorgasmo, que depende de características inatas.
    Tecnicamente, o orgasmo feminino é um reflexo do corpo, que se manifesta por contrações vaginais. Ele é resultado de uma combinação complexa de estímulos. “Podem ser visuais, imaginários, clitorianos, táteis…
   Algumas vezes o desejo sexual se reduz por motivos orgânicos, como um tumor na hipófise, que passa a produzir em excesso a prolactina, hormônio inibidor da libido (responsável pela perda de apetite sexual durante a amamentação). Mas esse tipo de problema é raríssimo. Poucas mulheres são fisicamente incapazes de ter orgasmo. Tal incapacidade em geral é fruto de condições psicológicas, como traumas decorrentes de um abuso sexual, de uma educação rígida ou de opressão social e religiosa. Acredita-se que 14% das mulheres são incapazes de ter orgasmo – 6% delas têm algum problema mas já experimentaram essa sensação e 8% jamais vão saber do que se trata.
   Um homem, para ter uma ereção, precisa de 100 ml de sangue. Já a mulher usa quase 1 litro para a lubrificação vaginal e o intumescimento do clitóris e dos grandes e pequenos lábios. Mesmo assim, na menopausa, quando a eficiência da circulação pélvica cai bastante, muitas mulheres não perdem a capacidade de sentir prazer, o que indica o quanto a mente é importante na libido feminina.
   No reino animal, as fêmeas em idade avançada morrem após perder a fertilidade – a evolução é impiedosa com quem não contribui para a perpetuação da espécie.
   Recentemente, alguns antropólogos físicos sugeriram que as fêmeas de nossa espécie vivem décadas produtivas após a menopausa pois há milênios isso serviria para manter a taxa de natalidade alta. Nos bandos primitivos, as avós ajudavam a alimentar os netos, o que permitia a suas filhas amamentar por menos tempo e ter outras crianças mais rápido.

Fonte:
http://megaarquivo.com/tag/reproducao-humana/

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Disfunção Sexual da Mulher - Fatores Causais Situacionais

Introdução

As dinâmicas da inadequação sexual feminina ganham clareza quando consideradas em termos dos pré-requisitos essenciais da resposta sexual feminina. Primeiro, uma mulher não poderá responder se não for adequadamente estimulada. Segundo, ela precisa estar suficientemente relaxada, enquanto estiver fazendo amor, para que seja capaz de responder a esta estimulação e abandonar-se à experiência. Finalmente, mesmo que estas duas primeiras condições sejam satisfeitas, o funcionamento sexual da mulher ainda será prejudicado se ela tiver uma inibição específica adquirida da sua resposta orgásmica.


Fatores Causais Situacionais


Estimulação adequada: 

A inadequação sexual de muitas mulheres pode ser diretamente atribuída ao fato de que elas não recebem estimulação suficiente enquanto fazem amor. Em tais casos, o objetivo primordial da terapia é modificar as interações sexuais do casal a fim de corrigir esta deficiência. Isto não implica o mero ensino ao casal de novos "artifícios" sexuais; significa sensibilizá-la aos seus padrões de comunicação, bem como suas atitudes básicas em relação ao sexo.
Há diferenças significativas nos padrões de excitação sexual do homem e da mulher que precisam ser levadas em consideração por ambos os parceiros para que haja boas relações sexuais. em geral, é mais difícil excitar uma mulher do que um homem e mais fácil "esfriá-la". Embora haja exceções, os homens em geral excitam-se rapidamente olhando a parceira e, então, beijando-a


Fonte:


Kaplan, Helen Singe. A nova terapia do sexo: tratamento dinâmico das disfunções sexuais. Tradução:Oswaldo Barreto e Silva. Rio de Janeiro. ed.Nova Fronteira, 1977.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Programa Falando Nisso - Tv Band Vale - 08 de fevereiro de 2013

Relacionamento a três é possível?

Para saber, assista o Programa Falando Nisso, na TV Band Vale, nesta sexta-feira, dia 08 de fevereiro, às 13h45.

http://www.tvbandvale.com.br/v2/videos.php?id=15170
http://www.tvbandvale.com.br/v2/videos.php?id=15169
http://www.tvbandvale.com.br/v2/videos.php?id=15168
http://www.tvbandvale.com.br/v2/videos.php?id=15167

Assista e Compartilhe!

Abraços, 

Marcia Eliane
Psicóloga Clínica e Especialista em Sexualidade Humana